Geral – 01/03/2013 – 18:03
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse hoje, no Recife, que o PSB não será atropelado por outras legendas e que o partido tem seu próprio “fuso-horário” para tomar decisões.
“Não vamos atropelar ninguém, mas também jamais seremos atropelados. Todas as vezes que o PSB foi afrontado, o PSB respondeu com muita tranquilidade e firmeza e não afrontou ninguém”, disse o governador, considerado um possível candidato à Presidência em 2014.
Campos, que também é presidente nacional do partido, disse que o PSB terá um papel nas nas próximas eleições, mas não especificou qual. “Nosso jogo é um jogo muito claro. Disse a vocês que o PSB vai estar em 2014. Vai estar em 2014 cumprindo um papel de acordo com sua história, com sua política de crescimento, com sua responsabilidade com o Brasil”, afirmou o governador.
Eduardo Campos, que também é presidente nacional do PSB, disse ainda que o partido tomará suas decisões no próprio tempo. “O relógio do PSB trabalha no fuso-horário do PSB. Nós não vamos trabalhar com o relógio dos outros, com o tempo dos outros, nem fazer o jogo dos outros. Vamos fazer o jogo do Brasil e o jogo do PSB.”
Questionado mais uma vez sobre o pré-lançamento da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff feita pelo ex-presidente Lula na semana passada, o governador disse respeitar a decisão, mas aproveitou para alfinetar o governo.
“Nunca vi quem está no governo, sobretudo quem está no governo numa situação de dificuldade, antecipar calendário eleitoral. Nunca vi isso dar certo”, disse.
Eduardo participou na manhã de hoje do lançamento de 669 bolsas para residência médica que serão financiadas pelo governo estadual.
Durante a cerimônia, Campos criticou o modelo de financiamento da saúde pelo governo federal e, mais tarde, declarou aos jornalistas que havia subfinanciamento na área.
“A gente precisa corrigir a tabela do SUS [Sistema Único de Saúde] para uma série de procedimentos. Há, com certeza, um subfinanciamento. O Estado ou o município, para manter vivo, funcionando, investe duas, três vezes o valor que o SUS passa”, disse.
Segundo o governador, Estados e municípios arcam com 55% dos custos da saúde pública, enquanto a União banca 45%
Fonte: Correio do Estado


