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terça-feira, 3 de março, 2026

Promotora de Justiça fala sobre processo de internação de criança dependente química

18/07/2014 – Atualizado em 18/07/2014

Os avós do garoto estiveram na Rádio Caçula há dois dias e fizeram o apelo para que o mesmo fosse internado

Por: Ray Santa Cruz

A equipe de jornalismo da Rádio Caçula, divulgou nesta quarta-feira (16) o caso de um avô em busca de tratamento para seu neto dependente químico.

Alcindo Rodrigues de Souza, juntamente com sua esposa enfrentam a dura batalha contra o consumo de drogas por parte do garoto de apenas 13 anos.
Os responsáveis fizeram todo o processo necessário para internação da criança, mas alegavam estar há cerca de três meses esperando a resposta do poder público.

É sabido que no município de Três Lagoas não existe um centro de recuperação para dependentes químicos e todos os pacientes que tem um laudo indicando a necessidade de internação, são levados para cidades vizinhas: Votuporanga-SP e Aguaí-SP, que possuem um convênio com a Prefeitura Municipal e clínica de recuperação.

Enquanto o processo de internação não é concluído o dependente fica esperando por muitos dias, o que acarreta em danos tanto para a saúde dos mesmos quanto para sociedade, pois geralmente sem ajuda o jovem acaba voltando a fazer o uso das drogas.

O Conselho Tutelar foi comunicado sobre o caso e também a promotoria de justiça de Três Lagoas, o trabalho de recuperação de crianças e adolescentes usuários de drogas é desenvolvido em conjunto, sendo o Conselho Tutelar, Secretária de Saúde e Promotoria de Justiça. A Promotora Dr. Ana Cristina Carneiro Dias prestou esclarecimentos e comentou sobre as providências relacionadas ao caso por meio de um ofício encaminhado a Rádio Caçula.

Conforme Ana Cristina o caso do neto de Alcindo Rodrigues, foi remetido a Promotoria de justiça juntamente com o relatório de acompanhamento psicossocial, com laudo de internação psiquiátrico no dia 18/06/2014. E depois de analisar o caso, foi oficiado ao CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) para relatar os motivos da não internação do adolescente, considerando que havia encaminhamento médico desde maio deste ano.

Depois disso a coordenadora do CAPS AD informou que a internação do adolescente havia sido solicitada para central de regulação (secretaria de saúde municipal) no dia 20/05/2014 e até a data do dia 30/06/2014 ainda não tinha disponibilizado a vaga. Com isso, a
Promotoria de justiça promoveu no dia 07/07/2014 Ação Civil Pública com medida de proteção para que o município providencie a internação e até o momento não existe decisão judicial.

A promotora ainda salientou no documento que a reclamação é recorrente pois o município, apesar de haver a obrigação para providenciar a internação de adolescentes e adultos para tratar a dependência química, não cumpre, agindo somente depois de haver ordem judicial nesse sentido.

Resta para a família do garoto esperar que o município providencie o tratamento, já que todo o processo “burocrático” já foi concluído.

A redação de jornalismo da Rádio Caçula também agradece a rápida resposta da 4°Promotoria de Justiça de Três Lagoas e a disposição da Promotora Ana Cristina Carneiro Dias.

Foto: Meramente ilustrativa

Foto: Rádio Caçula

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