Geral – 18/03/2013 – 07:03
A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Três Lagoas enviou um ofício à Vigilância Sanitária determinando a interdição de um supermercado no Centro da cidade. Essa interdição é o resultado da fiscalização da última terça feira (12).
O promotor José Luiz Rodrigues, que enviou o ofício à coordenadora da Vigilância, Suzana Adomitis, alegou que o estabelecimento estaria disponibilizando produtos impróprios para o consumo e determinou a fiscalização do local e emissão de relatório informando o resultado das vistorias e as medidas adotadas. Após a ação fiscalizadora, a coordenadora relatou que as irregularidades constatadas colocavam em risco a saúde do consumidor.
Em segundo plano, o Promotor, juntamente com a Vigilância Sanitária, visitou outro estabelecimento no dia 13.
Em entrevista, a coordenadora disse, ainda, que as vistorias que tiveram início na terça feira (12), não tem prazo para acabar. Todos os estabelecimentos serão inspecionados. A coordenação entregará à Promotoria um relatório com fotos de todos os locais examinados.
Os estabelecimentos de maior porte e que já tenham apresentado irregularidades serão os primeiros a serem vistoriados. Essa fiscalização não se dará apenas em supermercados, ela se estenderá à bares, restaurantes, panificadoras, entre outros.
Sobre a inicial omissão dos nomes dos estabelecimentos irregulares, alguns donos se posicionaram positivamente sobre a divulgação, alegando que todos os demais ficam expostos a um problema particular de apenas alguns.
Entrevista
O Promotor, em entrevista à Rádio Caçula, disse que a população reconheceu a importância da fiscalização. Em apenas dois dias, um supermercado foi interditado e o outro teve diversos produtos recolhidos.
Segundo ele, o supermercado localizado no bairro Santos Dumont, que teve os produtos apreendidos, já esperava a fiscalização da Vigilância, com uma equipe técnica e jurídica, inclusive. Durante a ação, observou-se que várias prateleiras estavam vazias, mesmo com o alto número de consumidores no local. Presume-se que as mercadorias impróprias tenham sido retiradas, uma atitude que mostra o desrespeito do comerciante para com o consumidor. “Se a fiscalização não tivesse sido feita, a população compraria um produto sem qualidade” disse o Promotor.
Ele disse, ainda, que antes da campanha, poucas eram as reclamações. Hoje, o número é muito maior, o que mostra como a população acaba não exigindo qualidade dos produtos comprados.
O Promotor reforçou que a campanha continuará e lembrou que nesta sexta-feira (15) comemorou-se o Dia do Consumidor com um evento solene no prédio da Prefeitura Municipal. Em seguida, o Procom promoveu uma campanha de conscientização, com a entrega de pequenos exemplares do Código do Consumidor.
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Fonte: Redação / Rádio Caçula


