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quarta-feira, 7 de outubro, 2026

Projeto Padrinho oferece oportunidade de integração e lazer a crianças e adolescentes de Três Lagoas

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21/02/2020 10h29
Por: Mirela Coelho com informações da assessoria da Prefeitura de Três Lagoas

TRÊS LAGOAS (MS) – Defensor, protetor, patrono. É assim que é descrito no dicionário, no sentido figurado, o significado de padrinho. Não muito diferente do Projeto de mesmo nome realizado pelo Fórum da Comarca de Três Lagoas, com apoio e participação da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).

No início desta semana, um grupo de crianças e adolescentes foi apadrinhado por um empresário da Cidade a passar uma tarde no Shopping Três Lagoas. Segundo Luís Fernando Tondeli Fochi, diretor de Proteção Social Especial da SMAS, as crianças/adolescentes tiveram a oportunidade de ir ao cinema, aproveitar os brinquedos, tomar sorvete, comer lanche e desfrutar de uma tarde aconchegante no empreendimento do shopping tendo como proposta proporcionar convivência Comunitária.

“Como Prefeitura, nós não conseguimos oferecer este tipo de experiência às nossas crianças e adolescentes, pois somos responsáveis por todos os serviços administrativos. Porém, os padrinhos oferecem desde um dia no Shopping até a oportunidade de ir a uma pizzaria, sorveteria, açaí, churrascaria, como também ter uma festinha de aniversário, realizado mensalmente em nossas Unidades de Acolhimentos, o que não seria possível fazermos como órgão público”, explicou.

Luís Fernando informou ainda que, “como SMAS, nós sempre tentamos viabilizar que estas ações aconteçam, como por exemplo levando e buscando com nosso transporte as crianças e os adolescentes, como aconteceu nesta semana no Shopping Três Lagoas. Todos eles ficaram encantados e é uma forma de incentivarmos que ações como estas continuem acontecendo”, disse.

Atualmente, 30 crianças e adolescentes em situação de medida de proteção e estão nas Unidades de Acolhimentos Institucionais, mantida pela Administração Pública do Municipal com a execução dos serviço da Secretaria Municipal de Assistência Social – SMAS.

“Temos em nossas Unidades desde recém-nascidos até adolescentes que permanecem conosco até os 18 anos. São crianças e adolescentes que por determinação da justiça vieram para nossas casas. Muitas por ter seus direitos violados pelas famílias. Apadrinhar uma criança significa oferecer a ela a oportunidade de se sentir amada e acolhida e precisamos muito deste apoio”, ressaltou Luís Fernando.

O diretor de Proteção Social Especial também explicou que, todas essas ações são colocadas em relatório PIA (Plano Individual Adolescente), que é enviado ao Fórum e Ministério Público com todas as informações das crianças e adolescentes, desde suas evoluções na Rede Escolar, Saúde, até as atividades realizadas dentro e fora das Unidades de Acolhimento Institucional.

COMO PARTICIPAR DO PROJETO

O Programa de Apadrinhamento de que trata o art. 19-B da Lei nº 8.069/1990, com a redação dada pela Lei n. 13.509/2017, funciona no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul com a denominação de “Projeto Padrinho”

Segundo a assistente social do projeto, Denise Dutra, o projeto Padrinho traz alguns tipos de apadrinhamento. Afetivo, quando há constituição do vínculo com a criança; o material, quando a ajuda é somente financeira às necessidades do menor; e o prestador de serviço, que são profissionais que atendem de acordo com a sua especialidade de maneira gratuita.

“Uma das intenções do apadrinhamento afetivo, por exemplo, é que a criança possa voltar a ter a vida em família, vivenciando situações cotidianas. Para uma criança em situação de acolhimento todos momentos vivenciados fora da instituição se tornam valiosos, desde uma simples compra ao supermercado a um passeio ao shopping por exemplo, coisas que para nós são triviais para eles são momentos especiais, Padrinhos se tornam referenciais positivos para o acolhido”, disse.

Denise ainda explica que “quando a criança é acolhida ela perde parte de sua história, perde muito mais que família, perde o convívio social e todas as suas atividades cotidianas, por mais que sejam bem tratadas nas instituições, a atenção individualizada é de extrema necessidade nesta fase da vida”, reforçou.

Ainda segundo a assistente social, as ações dos voluntários são de grande valia nas unidades de acolhimento e vão além da prestação de serviços gratuitamente. O abraço, a escuta, a atenção valem mais que qualquer presente. “O apadrinhamento é capaz de trazer para a criança/adolescente o resgate da autoestima, principalmente a confiança de que ela pode voltar a construir vínculos e pertencer a uma família, ser amada”, finalizou.

SERVIÇO

Mais informações para se participar do projeto podem ser obtidas no Fórum localizado a Rua Zuleide Perez Tabox nº 1109, Centro ou no telefone 3929-1975. Falar com Denise.

Foto: Argo.

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