28/04/2021 12h27
Por: Deyvid Santos
MATO GROSSO DO SUL (MS) – Nas últimas semanas, uma corrente de apoio aos profissionais de Enfermagem tem sido expandida nas redes sociais. Depois que algumas organizações médico-empresariais se movimentaram para retirar o Projeto de Lei nº 2.564/2020 da pauta de votação no Senado, profissionais da saúde e seus apoiadores, indignados pela causa, resolveram pedir o voto direto dos senadores representantes nos Estados.
De autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o PL define um piso salarial de R$ 7.315 para enfermeiro(a), R$ 5.120 para técnico(a) de enfermagem e R$ 3.657 para auxiliares de enfermagem e estabelece que, para jornadas semanais acima das 30 horas, o valor terá que aumentar proporcionalmente. O Projeto já está tramitando no Senado Federal, tem relatora escolhida e agora precisa ir ao plenário para votação.
O Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, que representa mais de dois milhões de profissionais de enfermagem que atuam no país, enviou ofício ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo que paute a matéria na ordem do dia. “A pandemia trouxe visibilidade à dura rotina enfrentada por quem se dedica ao cuidado. A população brasileira apoia os profissionais e reconhece o trabalho e o sacrifício para conter o colapso sanitário”, disse Betânia dos Santos, presidente do Cofen.
Em Mato Grosso do Sul, mais de 25 mil profissionais, representados pelo Conselho Regional de Enfermagem – Coren/MS, pedem o apoio dos representantes locais. Os senadores Nelson Trad Filho (PSD), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) confirmaram o apoio e disseram que irão lutar para que o PL seja votado com urgência.
Em entrevista para a Rádio Caçula, o Presidente do Coren-MS, Sebastião Junior Henrique Duarte, reforçou o pedido. “É uma necessidade da categoria. Precisamos computar quanto custa um trabalhador, o quanto ele gasta com aluguel, alimentação, deslocamento. Nos últimos anos temos visto um empobrecimento do salário dos profissionais da enfermagem e o reconhecimento financeiro deveria ser diferente, pois são profissionais que lidam com a vida”.
Duarte ainda afirma que a busca é por um salário digno para que os profissionais possam honrar seus compromissos, mas destaca a dificuldade que o PL pode encontrar na Câmara dos Deputados. “Após aprovado no Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, onde não temos representação. Receio que não tratem como prioridade, assim como o projeto sobre a carga horária dos profissionais, que aguarda há duas décadas por aprovação”.
Com informações do site Política Livre



