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Produtores de MS dizem que código é um avanço mesmo com os vetos

Geral – 29/05/2012 – 08:05

Para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul, as alterações no texto do Código Florestal, que foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28), trarão mais impactos positivos do que negativos para o estado, principalmente em relação à reconstituição das Áreas de Preservação Permanente (APPs), locais considerados vulneráveis.

O produtor Eduardo Riedel, que é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), afirmou ao G1 que após as discussões no Congresso, no Senado e posteriormente a análise da presidente Dilma Rousseff, chegou-se a um bom “termo” para o estado. ” Pela nossa estrutura ambiental e fundiária eu digo que esse código foi um avanço que traz regras mais claras”, afirma Riedel.

Ele diz que existem pontos considerados negativos pelos ruralistas, mas ainda assim, na opinião dele, as mudanças foi um avanço na questão meio ambiente versus produção no campo. “Quem ganha é o país, o código respeita o meio ambiente e a produção eficiente do país”, relata

Para o presidente da Famasul, da forma como ficou o Código será mais fácil que os produtores se adequem às mudanças. “Saímos de uma situação extremamente negativa e temos uma maior adequação ao produtor em relação ao código”, afirma.

Contras

De acordo com o produtor rural José Armanda Amado, que coordena o setor de meio ambiente da Famasul , o ponto que mais vai impactar negativamente no campo com a aprovação do código será o veto ao artigo 61. Segundo eles, havia sido determinado que fosse responsabilidade dos estados definirem os limites de preservação das APPs. Com o veto, ficou estipulado que a área será definida proporcionalmente ao tamanho da propriedade.

“Ambientalmente falando não tem como falar em área de preservação ambiental sem considerar três fatores: tipo, profundidade e declividade do solo”, diz Amado.

Para Riedel, o produtor está assumindo os custos da preservação ambiental para a sociedade. “O produtor tinha que ter um financiamento por parte do Estado e um benefício pela recuperação”, afirma.

Fonte: G1 MS / Fernando da Mata/G1 MS

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