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domingo, 24 de maio, 2026

Produção hospitalar da rede estadual de MS cresce 49%

Investimentos em hospitais regionais e reestruturação do HRMS ampliam internações e fortalecem a regionalização da saúde

A produção hospitalar da rede própria do Governo de Mato Grosso do Sul cresceu 49,21% entre 2023 e 2025, passando de 39.486 para 58.916 internações. No mesmo período, o valor aprovado hospitalar aumentou 163,66%, refletindo a ampliação da capacidade instalada e a reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

Os dados fazem parte do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) do 3º quadrimestre de 2025 e do Relatório Anual de Gestão (RAG) 2025 da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Para o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, os números demonstram o impacto dos investimentos estruturais realizados nos últimos anos.

O crescimento da produção hospitalar é resultado de uma estratégia clara de fortalecimento da rede própria. Ampliamos leitos, reestruturamos unidades e investimos em equipamentos e equipes. Isso amplia o acesso, aumenta a resolutividade e fortalece a regionalização da saúde no Estado”, afirma.

Produção assistencial em alta

Entre julho e novembro de 2025, a rede própria estadual registrou crescimento significativo nos atendimentos.

Na produção ambulatorial, foram 9.020.064 procedimentos aprovados, totalizando R$ 32,9 milhões, o que representa aumento de 75,99% na média mensal em comparação com 2023.

Já na produção hospitalar do terceiro quadrimestre, foram 24.814 internações aprovadas, somando R$ 25,9 milhões, crescimento de 85,93% em relação ao mesmo período de 2023.

Em dezembro de 2025, a rede estadual contava com 84 estabelecimentos de saúde, sendo 61 de administração pública, consolidando a estrutura de atendimento no Estado.

Expansão de leitos e regionalização

O crescimento da produção está diretamente ligado à ampliação da estrutura hospitalar e de leitos críticos em diferentes regiões do Estado.

Além da reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, houve reforço da capacidade instalada em polos estratégicos, como:

  • Dourados, no Hospital Regional de Dourados;
  • Três Lagoas, no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé;
  • Ponta Porã, com ampliação estrutural e aquisição de equipamentos.

No hospital regional da capital, estão em andamento reformas na UTI e na enfermaria pediátrica, com investimento de R$ 4,4 milhões, além de melhorias na Central de Material e Esterilização (CME) e na estrutura externa.

Em dezembro de 2025 também foi realizado o leilão da PPP para concessão dos serviços de “bata cinza” por 30 anos, projeto que prevê aumento de 60% na capacidade de leitos da unidade.

A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, destaca que a expansão regional fortalece a rede de cuidados.

A ampliação de leitos críticos e a organização da rede de referência garantem atendimento de alta complexidade mais próximo da população, reduzindo deslocamentos e qualificando a assistência em todas as macrorregiões”, explica.

Execução orçamentária sustenta expansão

No 3º quadrimestre de 2025, o montante pago pela secretaria foi de R$ 985,2 milhões, sendo 79,24% provenientes de recursos estaduais.

No consolidado anual, o valor pago pela saúde estadual em 2025 chegou a R$ 2,47 bilhões.

As principais despesas concentraram-se em:

  • outras despesas correntes (34,0%);
  • transferências a municípios (26,5%);
  • pessoal e encargos (21,1%).

Os investimentos garantem suporte financeiro à ampliação da assistência e à manutenção dos serviços.

Indicadores e qualificação da assistência

Entre os indicadores monitorados pela gestão, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul alcançou 75% de satisfação dos usuários, superando a meta estabelecida para 2025. Já a cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS) atingiu 97,8% em Mato Grosso do Sul.

Entre as prioridades da gestão está o fortalecimento da linha de cuidado materno e infantil, com foco na qualificação do pré-natal, ampliação do acesso à assistência especializada e integração entre os diferentes níveis de atenção.

Quando ampliamos a estrutura hospitalar e articulamos com a atenção primária, garantimos um cuidado mais seguro, contínuo e resolutivo. O trabalho é permanente para que os indicadores avancem de forma consistente”, conclui Angélica Congro.

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