A presença diária de pessoas em situação de rua e pedintes nos principais cruzamentos e semáforos do Centro de Três Lagoas tem gerado reclamações de comerciantes, motoristas e moradores. Em alguns pontos da cidade, a permanência ocorre durante praticamente todo o dia, levando parte da população a cobrar uma atuação mais efetiva do poder público.
Embora pedir ajuda financeira não seja crime, autoridades podem intervir quando são constatadas situações que coloquem em risco a segurança da população ou da própria pessoa em situação de vulnerabilidade. Casos de importunação a motoristas, ameaças, obstrução da via pública, uso de entorpecentes, exploração de menores, desordem ou outros delitos podem justificar a atuação da Polícia Militar, da Assistência Social e de outros órgãos competentes.
Além da atuação policial quando há infrações, o município pode promover abordagens sociais por meio dos serviços de assistência, oferecendo acolhimento, encaminhamento para abrigos, atendimento de saúde, emissão de documentos, acesso a programas sociais e oportunidades de reinserção no mercado de trabalho. Quando houver recusa do atendimento, as equipes continuam realizando o acompanhamento conforme os protocolos da assistência social.
Moradores e comerciantes afirmam que desejam uma solução que concilie segurança e assistência humanizada. Eles relatam preocupação principalmente em cruzamentos de grande movimento, onde algumas abordagens a motoristas são consideradas insistentes. Especialistas destacam que a resposta ao problema passa pela integração entre segurança pública, assistência social e políticas de inclusão, respeitando os direitos das pessoas em situação de rua e enfrentando as situações em que houver efetiva prática de infrações ou crimes.


