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Prefeitura muda política e moradores de rua “tomam conta” da Capital

22/02/2014 – Atualizado em 22/02/2014

Campo Grande News

Nos últimos meses, a mudança na política da Prefeitura Municipal de Campo Grande flexibilizou o atendimento aos moradores de rua. Desde a posse do prefeito Alcides Bernal (PP), o recolhimento de pessoas desabrigadas, realizado pelo serviço social do município, tornou-se opcional.

A mudança é confirmada pelos próprios moradores. Eles contam que não são obrigados a ir para o Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento ao Migrante). Embora não haja dados estatísticos que comprovem, por falta de um órgão competente para fazer o levantamento, é perceptível que a quantidade de moradores de rua aumentou em Campo Grande, principalmente na região central da cidade.

Os dados do Cetremi confirmam a explosão de moradores de rua na Capital, considerando que o número de atendimento do órgão aumentou 156% em um ano.

Enquanto em 2012 foram realizados 3.298 atendimentos, em 2013 este valor subiu para 8.453. E até agora, o Cetremi atendeu 1.443 moradores de rua, nos dois primeiros meses de 2014. Ou seja, em menos de 60 dias deste ano, já atendeu quase metade do número registrado há dois anos.

De acordo com a diretora de Proteção Social Especial, Lesly Lidiane Ledesma, este valor não representa ainda a totalidade do número de moradores de rua, pois nem todas as pessoas que estão desabrigadas aceitam o atendimento do Cetremi.

Na maioria das vezes, permanecer na rua é a primeira opção de Ronielly Viana Lopes, 22 anos, pois, para ele, é mais vantagem. “Na rua consigo ganhar dinheiro para comprar minha própria cachaça”, diz o rapaz.

Segundo ele, faz duas semanas que não vai para o Cetremi, e reclama que hoje o órgão oferece apenas alimento, e não dá mais roupas aos moradores de rua atendidos.

Também descontente com o serviço oferecido no órgão de assistência, Valmir Almeida, 26, diz que também prefere ficar na rua. “Lá dentro tem muito vandalismo, as pessoas roubam a gente, então prefiro ficar aqui na rua”, alega o morador.

A diretora ressalta que o poder público não pode obrigar uma pessoa a ser acolhida, e por isso é muito comum haver a recusa do atendimento. Os casos mais comuns, segundo Lesly, é com dependentes químicos.

Ela explica que para esse público em geral o acolhimento provisório em uma unidade estatal, como o Cetremi, representa uma série de regras, limites, horários e impedimentos, o que torna a abordagem e o atendimento mais complexo.

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