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Três Lagoas
sábado, 7 de novembro, 2026

Prefeitura de Três Lagoas informa incorporação do nirsevimabe ao SUS a partir de 2026

Anticorpo monoclonal será ofertado pelo SUS para prevenir casos graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório em bebês e crianças

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou sobre a incorporação do nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026. O medicamento é um anticorpo monoclonal humano indicado para a prevenção da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conforme estabelece a Nota Técnica nº 109/2025-CGICI/DPNI/SVSA/MS, do Ministério da Saúde.

A nota técnica define as maternidades com internações públicas responsáveis pela dispensação do imunobiológico e orienta sobre o sistema de informação adequado para o registro das doses aplicadas, assegurando o correto acompanhamento e a vigilância da imunização. Diante disso, a SMS informou que já está em tratativas com a Maternidade do Hospital Auxiliadora para viabilizar a implantação da dispensação do nirsevimabe no município, alinhando fluxos e procedimentos às diretrizes nacionais.

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um vírus de RNA da família Pneumoviridae e está entre as principais causas de infecção do trato respiratório inferior no mundo. Em bebês e crianças pequenas, especialmente menores de seis meses, a infecção pode evoluir para bronquiolite grave e, em casos mais severos, levar ao óbito.

A incorporação do nirsevimabe foi aprovada pelo Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), conforme a Portaria SECTICS/MS nº 15, de 28 de fevereiro de 2025. A previsão é que o medicamento esteja disponível no SUS a partir de fevereiro de 2026, antes do início da próxima sazonalidade do vírus.

O imunobiológico é indicado para:

  • Bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, com qualquer peso;
  • Crianças de até 24 meses que apresentem pelo menos uma das seguintes comorbidades: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a incorporação do nirsevimabe representa um avanço significativo na proteção da saúde infantil, com potencial para reduzir internações e casos graves associados ao VSR. Novas orientações sobre o início da dispensação e os fluxos de atendimento serão divulgadas oportunamente à população.

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