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segunda-feira, 16 de fevereiro, 2026

Policiais Civis de MS paralisam atividades por três dias por reajuste salarial

Ação afeta serviços em delegacias e inclui apenas casos de flagrante, violência contra menores e pedidos de medidas protetivas.

Policiais civis de Mato Grosso do Sul iniciaram nesta terça-feira, 1°, um movimento de paralisação por três dias, cobrando do governo estadual uma proposta de reajuste salarial. O objetivo do protesto, liderado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), é pressionar o governo a cumprir a promessa de elevar o salário da categoria ao sexto melhor do país.

A paralisação, que vai até as 20h desta quinta-feira, 03, restringe o atendimento a situações urgentes, como prisões em flagrante, violência contra menores e concessão de medidas protetivas em casos de violência doméstica. Serviços gerais, como o registro de boletins de ocorrência, ficam prejudicados durante o período.

Segundo o presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa da Silva, a decisão de ampliar o protesto de um para três dias veio após a ausência de resposta satisfatória do governo a uma contraproposta apresentada pelo sindicato. A Secretaria de Administração sugeriu duas propostas: a incorporação de um auxílio-alimentação de R$ 400 e um abono salarial de 8% para os menores salários, ou o aumento do salário-base inicial de R$ 5,7 mil para R$ 6,7 mil, que foram rejeitadas pela categoria.

Os policiais reivindicam ainda um aumento de 100% no auxílio-alimentação e um valor de R$ 1,5 mil para despesas com saúde, benefício recentemente concedido aos delegados, além de um reajuste salarial de 18%. “A sociedade acaba sendo afetada, mas não encontramos outra alternativa para chamar a atenção do governo”, declarou Silva. Ele criticou a falta de acordo com o governo, classificando a situação como descaso.

Os policiais civis levaram faixas de protesto, direcionando as cobranças ao governador Eduardo Riedel. Silva alertou que, sem avanços nas negociações, a categoria poderá ampliar o protesto para uma greve geral. Uma comissão de deputados estaduais foi formada para tentar intermediar as conversas entre o sindicato e o governo. A Secretaria de Administração informou que o governo continua aberto ao diálogo e espera alcançar um acordo com os policiais civis nos próximos dias.

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