23.4 C
Três Lagoas
sexta-feira, 3 de abril, 2026

Polícia Militar de SP deixa de combater crime para fazer atendimento social, diz ex-chefe da Rota

Geral – 19/03/2012 – 14:03

Para Paulo Telhada, baixo piso salarial prejudica desempenho da PM no Estado

Há 20 anos, na época ainda tenente, o ex-comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Paulo Telhada teve a ideia de escrever um livro para contar um pouco da história do batalhão que há 120 anos faz parte da vida da cidade de São Paulo. Pouco tempo depois de ter se aposentado – o que ocorreu em dezembro de 2011 -, o tenente-coronel reformado transcreveu sua ideia nas mais de 500 páginas do livro Quartel da Luz, Mansão da Rota, que revela detalhes da corporação desconhecidos da maioria dos paulistanos.

O R7 conversou com o polêmico ex-chefe da Rota, que foi vítima de um atentado pouco menos de um ano antes de se aposentar. Na entrevista, Telhada fala sobre sua publicação e a atuação da Polícia Militar, hoje, em São Paulo e no Brasil.

R7- O que você conta no livro? Existem muitas histórias que nunca foram divulgadas?

Telhada – A ideia de escrever o livro surgiu há 20 anos quando eu era tenente. O tempo passou, voltei para a Rota como tenente-coronel e acabei assumindo esta missão. Em 1 de dezembro do ano passado [data de lançamento do livro], o batalhão cuja história se confunde com a da cidade e do Brasil completou 120 anos. Estudei e levantei histórias desconhecidas. O batalhão, por exemplo, participou da batalha de Canudos, na Bahia. Na Revolução de 1924, o grupo também ajudou. Essa foi a primeira vez que a cidade foi bombardeada por artilharia, 2.000 pessoas morreram. Andamos até 1970, quando a Rota foi criada para combater o crime organizado.

R7- Quais foram as mudanças no papel da Rota nesse mais de 40 anos?

Telhada – O que não mudou é a vontade de trabalhar pela população, a vibração profissional. Mas mudou muita coisa, principalmente, a tecnologia. Fomos apanhando e aprendendo. Comecei na Rota 1986, [hoje] não se compara com a história de antes. Aqui, em São Paulo, era tudo mato. Agora a cidade cresceu muito e com isso, a criminalidade aumenta.

R7- Qual é a maior dificuldade da Polícia Militar hoje?

Telhada – Temos o hábito de mostrar as coisas erradas como não tão importantes. Pessoas que cometem crimes são mostradas como inocentes, que não merecem o peso da lei. Brasileiro tem cultura de não levar as coisas a sério, que, por exemplo, passar no semáforo vermelho é normal, falar no celular enquanto dirigi é normal. Isso atrapalha o trabalho da polícia. O crime organizado cresceu porque valorizaram o lado errado.

R7- O que você conta no livro? Existem muitas histórias que nunca foram divulgadas?

Telhada – A ideia de escrever o livro surgiu há 20 anos quando eu era tenente. O tempo passou, voltei para a Rota como tenente-coronel e acabei assumindo esta missão. Em 1 de dezembro do ano passado [data de lançamento do livro], o batalhão cuja história se confunde com a da cidade e do Brasil completou 120 anos. Estudei e levantei histórias desconhecidas. O batalhão, por exemplo, participou da batalha de Canudos, na Bahia. Na Revolução de 1924, o grupo também ajudou. Essa foi a primeira vez que a cidade foi bombardeada por artilharia, 2.000 pessoas morreram. Andamos até 1970, quando a Rota foi criada para combater o crime organizado.

R7- Quais foram as mudanças no papel da Rota nesse mais de 40 anos?

Telhada – O que não mudou é a vontade de trabalhar pela população, a vibração profissional. Mas mudou muita coisa, principalmente, a tecnologia. Fomos apanhando e aprendendo. Comecei na Rota 1986, [hoje] não se compara com a história de antes. Aqui, em São Paulo, era tudo mato. Agora a cidade cresceu muito e com isso, a criminalidade aumenta.

R7- Qual é a maior dificuldade da Polícia Militar hoje?

Telhada – Temos o hábito de mostrar as coisas erradas como não tão importantes. Pessoas que cometem crimes são mostradas como inocentes, que não merecem o peso da lei. Brasileiro tem cultura de não levar as coisas a sério, que, por exemplo, passar no semáforo vermelho é normal, falar no celular enquanto dirigi é normal. Isso atrapalha o trabalho da polícia. O crime organizado cresceu porque valorizaram o lado errado.

Fonte: / Divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

MS registra alta de chikungunya e confirma 7 mortes em 2026

Estado soma mais de 3,6 mil casos prováveis da doença; dengue também preocupa, com vacinação em andamento

Café com Prosa encerra Mês da Mulher com acolhimento e escuta em Três Lagoas

Ação do CRAM reúne autoridades, palestra e troca de experiências para fortalecer apoio às mulheres assistidas

De desafio interno a estilo de vida: servidor do Detran-MS transforma rotina com a corrida

Gerente de Gestão de Pessoas, David Fagundes já completou oito meias-maratonas e foi homenageado na Corrida dos Poderes