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Polícia Civil prende quatro vereadores de cidade do interior de São Paulo

08/06/2016 – Atualizado em 08/06/2016

Por: Neto com informações de Jornal Impacto

A Polícia Civil de Presidente Venceslau prendeu quatro vereadores na cidade de Rosana. As prisões ocorridas no sábado fazem parte da Operação Kratos, desenvolvida pela Delegacia Seccional e dirigida pelo delegado Everson Contelli.

Os vereadores Filomeno Carlos Toso (PTB), Cícero Simplício (PTB), Walter Gomes da Silva (SSD) e Valdemir Santana dos Santos (PPS), conhecido como Demir da Gleba, tiveram a prisão temporária decretada e respondem pelos crimes de denunciação caluniosa e associação criminosa.

Os quatro vereadores estavam afastados do cargo por determinação judicial desde o último mês de janeiro em função de investigações desenvolvidas na Operação Devassa.

O delegado Everson Contelli disse que as investigações que resultaram na prisão dos vereadores na madrugada tiveram início ainda na Operação Devassa que apurou o desvio de verbas gastas com despesas em diária de viagem e ainda um esquema que envolvia a compra da presidência da Câmara Municipal de Rosana. Os vereadores, na época foram condenados com o afastamento do cargo.

“Durante as investigações daquela operação surgiram outros inquéritos que passamos a apurar”, falou Contelli. Os vereadores disseram em depoimento na investigação que o esquema de compra da presidência da Câmara era comandado pela prefeita de Rosana, Sandra Kasai (PSDB).

“Diante da acusação dos vereadores, passamos a investigar a conduta da prefeita e apurar possível crime de tráfico de influência e corrupção ativa”, explicou o delegado.

O inquérito foi concluído no último dia 18 de maio e constatado que a prefeita não participava do esquema. “Ficou provado que a prefeita não havia praticado tais crimes. Os vereadores é quem agiram no esquema”, acrescentou Contelli.

No dia 19 de maio foi instaurado novo inquérito para apurar os crimes cometidos pelos quatro vereadores. “Como os vereadores foram afastados dos cargos eles não poderiam praticar novos crimes, e as investigações apontaram que os quatro acusados acabaram imputando acusação não comprovada contra a prefeita, o que configura crimes de denunciação caluniosa e associação criminosa”, explicou o delegado.

Diante dos fatos a justiça acatou o pedido de prisão temporária de cinco dias. Nenhum deles resistiu à prisão e dois foram localizados na zona rural. Eles foram conduzidos em viaturas para a cadeia pública de Presidente Venceslau, onde chegaram por volta das 10 horas da manhã de sábado.

As penas previstas para os crimes praticados pelos vereadores variam de 2 a 8 anos de reclusão por denunciação criminosa e 1 a 4 anos por associação criminosa. Cerca de quinze policiais de Venceslau participaram da operação.

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