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Polícia Civil pede mais 30 dias para investigar possível estupro em hospital de MS: ‘Inquérito complexo’

Polícia solicitou câmeras do hospital

A polícia instaurou inquérito na Deam e solicitou imagens de câmeras do hospital, além de pedir a escala de plantão do dia 4 de fevereiro, data da denúncia do crime.

A investigação também já ouviu 9 pessoas no inquérito de estupro no HR, entre elas quatro enfermeiras que atuam no hospital e cuidaram da paciente e os dois enfermeiros suspeitos do crime.

05/03/2021 08h17
Por: Gabrielle Borges

Campo Grande (MS) – A Polícia Civil deve pedir mais 30 dias para investigar o possível estupro no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HR-MS). A investigação completou um mês nessa quinta-feira (4) e a vítima já reconheceu o suspeito na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Campo Grande. Além disso, 9 pessoas prestaram depoimento até o momento.

Há cerca de 10 dias, a Justiça não acatou o pedido de medida protetiva contra o suspeito, que é um técnico de enfermagem de 51 anos. Ele já foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável e também continua atuando na unidade hospitalar.

Em nota, o HR-MS disse que foi aberto sindicância para apurar os fatos e “quaisquer informações adicionais serão repassadas após a apuração”. Além disso, o hospital reiterou que todos os casos de supostas infrações nos diversos campos, administrativo e assistencial, se pautam nos ditames éticos e legais vigentes para tomada de providências.

Entenda o caso

Internada por cerca de 15 dias no mês de fevereiro, com o diagnóstico de Covid-19, a paciente gravou um áudio e pediu para a mãe levar até a delegacia, denunciando suposto crime no hospital. No depoimento, ela disse que o suspeito se apresentou durante a madrugada e disse que ia cuidar dela. A noite, porém, “foi de terror”, ainda conforme o relato da mulher.

Segundo a denúncia, a mulher diz que percebeu o crime quando começou a sentir frio e o suspeito teria retirado a coberta, pegado um óleo e dito a ela que “era bom em massagem”. “Eu não conseguia nem entender, falar direito e ele derramou o óleo e senti os dedos dele. Fiquei desesperada, ele pedia calma, pedia para não chamar a atenção e comecei a tossir muito até que outra enfermeira chegou e perguntou o motivo dele estar ali com a luz apagada. Aí depois veio o médico, ele ainda ficou ali um tempo com medo de eu falar algo, até que minha mãe ligou e eu consegui contar por cima”, relembrou.

Após a ligação, a mulher disse que recebeu a visita de uma assistente social, além de outras profissionais que a acalmaram. Em seguida, ela gravou um áudio e a mãe registrou um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável.

Polícia solicitou câmeras do hospital

A polícia instaurou inquérito na Deam e solicitou imagens de câmeras do hospital, além de pedir a escala de plantão do dia 4 de fevereiro, data da denúncia do crime.

A investigação também já ouviu 9 pessoas no inquérito de estupro no HR, entre elas quatro enfermeiras que atuam no hospital e cuidaram da paciente e os dois enfermeiros suspeitos do crime.

Hospital Regional Rosa Pedrossian, em Campo Grande — Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena

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