Comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental (PMA) de Três Lagoas destacou os desafios e ações integradas durante o período de defeso
O período de Piracema, fase fundamental para a reprodução dos peixes, segue em vigor até o dia 28 de fevereiro em Três Lagoas e região. O tema foi destaque no Café da Manhã da 96 Caçula, desta terça-feira, 03, com a participação do tenente Lauro Sant’anna, comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental (PMA)

Durante a entrevista, o comandante reforçou a importância do respeito às regras do defeso e alertou para as diferenças na legislação entre rios federais e estaduais, ponto que costuma gerar dúvidas entre pescadores. “Estamos em um período sensível, onde os peixes estão se reproduzindo. A Piracema vai de 5 de novembro a 28 de fevereiro, e qualquer pesca fora do que a lei permite é considerada crime ambiental”, explicou o tenente.
Sant’anna destacou que, em Três Lagoas, a situação é ainda mais complexa devido à presença do Rio Paraná, de competência federal, e dos rios estaduais, que possuem regras mais restritivas. “Na calha do Rio Paraná, que é da União, é permitida apenas a pesca amadora de peixes exóticos, como tucunaré, corvina e tilápia, com limite de até 10 quilos mais um exemplar. Já nos rios estaduais, é proibido qualquer tipo de pesca, inclusive de barranco”, esclareceu.
Segundo o comandante, o apoio da tecnologia e a colaboração da população têm sido fundamentais no combate à pesca ilegal. “Hoje contamos com drones, equipamentos modernos e, principalmente, com a consciência da população, que tem nos ajudado muito com denúncias. A fiscalização é 24 horas”, afirmou.

O oficial também citou uma das maiores apreensões do período no Estado, ocorrida recentemente no município de Água Clara, resultado de uma ação integrada entre PMA, Polícia Militar e Polícia Civil. “Foram apreendidos cerca de 300 quilos de pescado, além de barcos, motores e veículos. A multa aplicada chegou a aproximadamente 33 mil reais, além da condução dos envolvidos à delegacia”, relatou.
Apesar das ações, o tenente reforçou que o objetivo da PMA não é apenas punir, mas também orientar e educar. “Nosso trabalho é fiscalizar, mas também esclarecer. Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que pode ou não. Por isso, pedimos que, antes de ir ao rio, procurem informação para não cometer um crime ambiental”, pontuou.
Sant’anna alertou ainda que as penalidades são severas e podem pesar no bolso de quem insiste em desrespeitar a lei. “Mesmo sem pescado, a pessoa pode ter barco e equipamentos apreendidos e receber multa a partir de mil reais. A preservação hoje garante o peixe amanhã”, finalizou.
A Polícia Militar Ambiental reforça que denúncias podem ser feitas diretamente ao telefone ou WhatsApp (67) 3929-1360, contribuindo para a proteção dos recursos naturais e o equilíbrio ambiental da região.


