17.4 C
Três Lagoas
quarta-feira, 8 de julho, 2026

Plano nacional prevê recuperação de 10 milhões de hectares da Caatinga

Bioma mais ameaçado pela desertificação no país será prioridade em ações para mitigar os efeitos da seca e recuperar áreas degradadas

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e fundamental para o equilíbrio climático do semiárido, terá 10 milhões de hectares de áreas degradadas recuperadas como uma das principais metas do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, o PAB-Brasil. O plano foi lançado na terça-feira, dia 16, em Brasília, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Considerada um importante sumidouro de gás carbônico e essencial para a infiltração da água no solo e a recarga de aquíferos, a Caatinga é atualmente o bioma mais ameaçado pela desertificação. O PAB-Brasil reúne 175 iniciativas voltadas ao combate da degradação ambiental e à recuperação de terras em todos os biomas brasileiros até o ano de 2045.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o objetivo é promover a restauração socioprodutiva das áreas atingidas, com foco na recuperação do solo, recomposição da vegetação nativa, ampliação da disponibilidade hídrica, produção de alimentos saudáveis e geração de emprego e renda, além da manutenção dos serviços ecossistêmicos.

Dados das Nações Unidas apontam que a degradação ambiental causada pelo uso inadequado do solo e pela intensificação das secas, agravadas pelas mudanças climáticas, são as principais causas da desertificação. Esse processo afeta especialmente regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas e pode atingir até 75% da população mundial nas próximas décadas.

No Brasil, estudo divulgado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste em junho deste ano indica que a desertificação ameaça a capacidade produtiva de 18% do território nacional. A área mais impactada está concentrada no Nordeste, onde vivem cerca de 39 milhões de pessoas.

Além da Caatinga, outros biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica já apresentam áreas sob risco. Pela primeira vez, também foram identificadas regiões suscetíveis à desertificação no Pantanal, segundo relatório apresentado durante o lançamento do plano.

Como parte das ações, povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares foram incluídos no cadastro de pagamento por serviços ambientais, política pública que remunera práticas de conservação e recuperação ambiental. Entre as iniciativas previstas estão a criação de um sistema de alerta precoce para desertificação e seca, apoio financeiro para planos estaduais, implantação de unidades de conservação e recuperação da vegetação nativa para ampliar a conectividade da paisagem.

com informações Agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Obras da escola do Montanini e do CEI de tempo integral, que criarão 645 novas vagas, seguem avançando em Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas segue avançando com importantes obras na área da educação. Em execução desde o início deste ano, a construção do...

122 vagas de emprego na Casa do Trabalhador

A Casa do Trabalhador em Três Lagoas está localizada em dois endereços: Rua Dr. Munir Thomé, 86, centro. funciona de segunda a sexta-feira no horário...

Frente fria muda o tempo e derruba temperaturas em Três Lagoas nesta quarta-feira

Cidade terá mínima de 17°C e máxima de 27°C, onde avanço da frente fria aumenta a nebulosidade e mantém o clima mais ameno em Mato Grosso do Sul