A Polícia Federal deflagrou a Operação Nacional Proteção Integral V, uma ação de alcance nacional destinada a identificar e responsabilizar pessoas investigadas por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. A ofensiva ocorreu simultaneamente nas 27 unidades da Federação, incluindo Mato Grosso do Sul, em parceria com as Polícias Civis de 20 estados.
Ao todo, a operação mobilizou 755 policiais, sendo 480 policiais federais e 275 policiais civis. Foram expedidos 153 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva. Durante o cumprimento das ordens judiciais, as forças de segurança também registraram prisões em flagrante, apreensões de adolescentes e o resgate de duas vítimas de abuso sexual.
A investigação tem como foco crimes relacionados à produção, armazenamento, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual infantojuvenil, inclusive aqueles praticados com utilização da internet e de equipamentos eletrônicos. Os mandados foram cumpridos para recolher computadores, celulares, mídias e outros elementos que possam contribuir para identificar os responsáveis e esclarecer a extensão das práticas investigadas.
Em Mato Grosso do Sul, equipes policiais participaram das diligências determinadas pela Justiça. A operação também teve como objetivo localizar possíveis vítimas que estivessem em situação de risco e interromper situações de abuso. As identidades dos investigados e das vítimas não foram divulgadas pelas autoridades, em razão da proteção prevista para crianças e adolescentes envolvidos em ocorrências dessa natureza.
Segundo a Polícia Federal, a Proteção Integral V dá continuidade a outras fases da operação realizadas anteriormente, dentro de uma estratégia nacional de enfrentamento aos crimes sexuais contra menores. A corporação informou que, entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos pelo menos 980 mandados de prisão contra foragidos da Justiça procurados por crimes sexuais.
A operação reforça a atuação integrada entre as forças policiais no combate aos crimes praticados contra crianças e adolescentes, especialmente aqueles que utilizam a internet para produzir, armazenar ou compartilhar conteúdo criminoso. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e verificar se existem mais vítimas relacionadas aos casos apurados.


