23.2 C
Três Lagoas
quarta-feira, 30 de setembro, 2026

PF indica 18 por morte de cacique em confronto

Geral – 20/07/2012 – 14:07

A Polícia Federal em Ponta Porã, a 346 km de Campo Grande indiciou 18 pessoas por envolvimento na morte do cacique Nísio Gomes, desaparecido desde o dia 18 de novembro de 2011 após ataque ao acampamento indígena Guaiviry, da etnia guarany-kaiwá, em Aral Moreira, extremo sul do estado. Um dos detidos confessou ter visto o índio ser ferido com um tiro e ainda teria participado da retirada do corpo do local.

No dia 4 de julho deste ano, 8 pessoas foram presas na invetigação do caso, que passou a ser oficialmente tratado como homicídio.

Em nota, a PF informou que os nomes dos indiciados não será divulgado pois o caso tramita em segredo de Justiça. Dentre os presos, 10 pessoas são ligadas a uma empresa de segurança privada de Dourados – proprietários e gerentes – e seis produtores rurais da região de Ponta Porã e Aral Moreira e um advogado.

Segundo a polícia, entre os indiciados, consta um funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), pelo crime de formação de quadrilha e coação no curso do processo, já que teria coagido uma testemunha a mudar o depoimento prestado à polícia.

A PF divulgou que um dos envolvidos viu o momento em que Nísio Gomes foi ferido com um tiro abaixo de uma das axilas. Este homem disse ainda que checou o pulso do índio e constatou que ele estava morto. O suspeito ainda confessou ter participado da retirada do corpo do local, mas não informou com exatidão onde o índio teria sido sepultado. Gomes foi assassinado com tiro de espingarda calibre 12.

Investigação

A polícia diz que os envolvidos tentaram atrapalhar as investigações e pagaram um índio para dizer que Nísio Gomes estava morando em uma aldeia no Paraguai. Como pagamento, além de dinheiro, os produtores rurais teriam prometido ajudar o indígena a se candidatar nas eleições para concorrer a vereador. O índio não faz parte dos indicados por participação no crime.

Crime

Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF), havia cerca de 30 indígenas no acampamento, localizado próximo a fronteira com o Paraguai, no momento da invasão. Os indígenas afirmam que aproximadamente 20 homens chegaram ao local em caminhonetes. Eles teriam atirado com armas de balas de borracha. Três pessoas foram atingidas. O cacique Nísio Gomes, de 59 anos, desapareceu e os índios afirmam que ele foi levado pelos invasores.

Fonte: G1

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Frente fria muda o tempo em Três Lagoas nesta quarta-feira

CEMTEC prevê mínima de 24°C e máxima de 35°C no município, com possibilidade de tempestades, rajadas acima de 60 km/h e queda de granizo

Deu ruim no churrasco: homem é detido com picanha e chocolates furtados em Três Lagoas

Um homem de 30 anos foi detido na noite de segunda-feira (28), suspeito de furtar produtos de um supermercado em Três Lagoas. A ocorrência...

VÍDEO:Palestra em Três Lagoas debate saúde mental no ambiente de trabalho e responsabilidade compartilhada

O Instituto de Desenvolvimento Social, Econômico e Ambiental de Mato Grosso do Sul (IDSEAMS) promoveu, na noite de terça-feira (29), em Três Lagoas, uma...
error: Conteúdo Protegido