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Perda de filho faz mãe querer continuar em campanha de doação

Geral – 13/08/2012 – 15:08

A campanha de doação de medula óssea perdeu, nesse mês, um representante, o adolescente Victor Hugo, que tentou por três anos, mas não conseguiu vencer a batalha contra a leucemia. Mesmo não tendo resistido a doença, Victor, é um vencedor.

“Meu filho nunca desistiu, lutou até o último momento. Hoje ele se tornou um anjo, foi para perto de Deus, era um anjo emprestado e agora esta lá e eu acho que ele esta melhor, eu não gostaria que meu filho estivesse sofrendo ainda hoje, tudo aquilo que ele estava passando”, afirmou a mãe do ‘Vitinho’ Dirce Aparecida Coelho.

A doação de medula é um ato simples que pode salvar vidas, o procedimento é feito com o doador sedado e o teste que é o primeiro passo, é como doar sangue só que em menor quantidade.

“É um gesto tão simples, são cinco mililitros de sangue e é uma aplicação na bacia, poxa, não vai arrancar pedaço, é tão simples, só falta amor. Amor e solidariedade. Não deixem acontecer com as outras crianças o que aconteceu com o ‘vitinho’”, pede Dirce.

De três a cinco mililitros são suficientes para fazer o teste de compatibilidade. Caso o doador seja compatível com algum paciente do banco de dados nacional, a medula pode ser retirada de duas formas, garante a coordenadora do setor de medula óssea, Lucéia Fernandes.

“Ou é retirado através de uma pulsão óssea, diretamente do osso da bacia e ai que nós entramos no fato da dor, que para não sentir dor a pessoa leva uma anestesia e ai é retirado, o processo dura em torno de 40 minutos e após a anestesia passar o doador é liberado, não tem sequela, não existe esse risco. E existe outro procedimento, que nós chamamos de filtração, que o doador retira em um processo semelhante a uma doação de sangue, por pulsão venosa”, informa Lucéia.

A mãe de Victor Hugo faz um apelo para a população e avisa que não vai abandonar as campanhas para doação de medula óssea.

“Eu vou dar apoio, vou ajudar aquelas que me chamarem. Estarei em campanha quando for solicitado, eu não vou virar as costas. Cada vez que eu ver uma situação dessa que aconteceu com meu filho, eu vou ver naquela criança, naquela pessoa, todo sofrimento e dor que o Victor passou. Antigamente eu falava para pensar em uma pessoa querida, na hora do cadastro, hoje eu falo o seguinte, para o pessoal fazer o cadastro de medula óssea não pensando em uma pessoa querida, para fazer a doação para eles mesmos, por que o amanhã só a Deus pertence” concluiu Dirce.

Fonte: MS Record

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