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Peões escravizados em fazenda do Pantanal bebiam água com animais

09/02/2017 – Atualizado em 09/02/2017

Coletiva ocorreu nesta quinta-feira (9), em Corumbá

Por: Midia Max

Os quatro peões que eram mantidos isolados e em condições análogas à escravidão na região da Nhecolância, no Pantanal, e que foram resgatados durante a Operacão Shemot, nesta quarta-feira (9), não tinham documentos e alojamentos, e bebiam o resto da chuva com os animais do local. A situação é classificada, pela polícia, como mais degradante que a ultima operação realizada em Bataguassu, a 342 quilômetros da Capital, no último dia 10 de janeiro. As informações foram divulgadas durante coletiva na sede da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Corumbá, na manhã desta quinta-feira (9).

O trabalhadores foram encontrados sem qualquer documento, obrigados a realizar atividades braçais com jornadas exaustivas em condições subumanas de adequação, dividindo água com os animais em Corixos (pequeno rio que se forma em épocas de chuvas). Não haviam alojamento e as necessidades fisiológicas eram feitas no mato.

As policiais realizaram buscas aéreas na tentativa de encontrar o proprietário do local, mas ninguém foi preso. Agora, haverão desdobramentos criminais, com investigações da PF, levantamento dos valores devidos, pelo MPTE (Ministério Público do Trabalho e Emprego), e ainda possível ação pública, por parte do MPT (Ministério Público do Trabalho).

A PF segue com as investigações e possível prisão do responsável. A fazenda foi notificada a apresentar o proprietário a uma audiência junto ao MPT.

A Operação na Fazenda do Pantanal teve fim no final da tarde de ontem, mas equipes de solo ainda retornam com muita dificuldade em razão do terreno. Os desdobramentos da Operação Shemot resultarão em procedimentos dentro das competências do MPT, da Superintendência Regional do Trabalho e da Polícia Federal.

Resgate

A operação de resgate foi realizada, após denúncia de que um “trabalhador estava sendo submetido a condições degradantes de trabalho havia vários anos em uma área rural de difícil acesso”.

Para chegar ao local de difícil acesso, a cerca de 90 quilômetros da cidade de Corumbá, a força tarefa contou com apoio da Divisão de Operações Aéreas da PRF e grupo especializado em patrulha pelos rios, da Polícia Federal de Corumbá, tento em vista, a região é de difícil acesso. A PRF informa também que “os desdobramentos nas competências do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal terão seguimento até as conclusões finais”.

A informação levou a um inquérito policial na PF (Polícia Federal) de Corumbá, município 444 quilômetros distante de Campo Grande, e a solicitação de instauração de ação fiscal trabalhista ao Ministério do Trabalho. A ação de resgate contou com a pela PRF, PMA (Polícia Militar Ambiental) e a Polícia Civil em conjunto com a PF (Polícia Federal), o Ministério Público do Trabalho e Emprego.
Total de resgates

Desde o dia 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, a PRF participou do resgate de 15 trabalhadores em situação análoga à escravidão com o Ministério Público do Trabalho e SRT/MS.

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