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quarta-feira, 22 de abril, 2026

Pedidos de domiciliar e tornozeleira são negados um ano após morte de acusado de estupro pelo PCC

Dois dos seis réus pediram revogação da prisão preventiva, que foi negado pelo juiz; corpo de Felipe Batista de Carvalho foi encontrado em uma estrada de terra em abril de 2022.

MIDIAMAX – Um ano após a morte de Felipe Batista de Carvalho, no dia 16 de abril de 2022, encontrado com as mãos amarradas nas margens da Avenida Wilson Paes de Barros, na região do Jardim São Conrado em Campo Grande (MS), dois dos seis réus tiveram pedido de liberdade negado pela Justiça e alegaram responsabilidade familiar. O julgamento ainda não tem data para acontecer.  

Os seis são acusados de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de cárcere privado e organização criminosa, já que seriam integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo consta na denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Felipe estaria se relacionamento com a filha de uma das rés, de onze anos de idade. Entretanto, conforme apurado durante a fase policial, a ré não aceitou ter sido rejeitada por Felipe, já que teria interesse na vítima, e teria convocado membros do PCC para “julgá-lo”, acusando de abuso sexual.

A ré teria chamado Felipe até sua residência, ligando para ele e dizendo que “os irmãos queriam trocar uma ideia com ele (sic)”, em referência aos outros membros do PCC. A “primeira cantoneira” teria sido na casa da mulher, localizada na invasão da Homex. No local, ela, junto aos outros acusados, teriam mantido a vítima em cárcere, mas como havia grande tumulto na casa, com a presença de outras pessoas, os seis teriam levado Felipe em um Celta vermelho até a “segunda cantoneira”, em outra residência.

A morte dele foi exigida por um preso e teria ocorrido “em razão de ser considerado jack” (estuprador), já que os réus diziam que ele mantinha um relacionamento com a criança de 11 anos. As mãos e os pés de Felipe foram amarrados e ele foi morto ainda no imóvel. Em seguida, o corpo foi colocado em um carro branco e deixado em uma área de mato, ao lado de uma estrada de terra. Ele só foi encontrado no dia 21 de abril, cinco dias após o crime.

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