Por Robson Trevisan
Essa matéria eu vou escrever num estilo diferente. Uma crônica? Talvez. Ou seria um artigo. Na verdade, pensei em escrever de um jeito que você, leitor, também consiga olhar – com olhos do coração – essa história.
Três Lagoas nunca foi conhecida como uma cidade de grande produção agrícola. Muito menos, de verduras, legumes e frutas. Mas quem disse que a gente precisa ser grande para ser importante, né?
Todos os dias, nos arredores da nossa cidade, tem gente que acorda cedinho, de madrugada, para plantar, regar, cuidar e, é claro, colher muita coisa boa que a terra dá. Fresquinhas, livres de agrotóxicos, respeitando o ciclo de cada alimento.
Esse é um dos princípios da agricultura familiar, aquela em que todo mundo na casa faz alguma coisa. Um vai até a cidade para vender. Outro fica na lida do campo.

No final, o resultado são caixas e caixas de frutas como abacate, limão rosa (o meu preferido), limão taiti mamão formosa, laranja, banana e manga. Ou legumes como abóbora cabotiá, abóbora verde e mandioca. Ou verduras, como a indispensável cebolinha.
Tudo isso é produzido aqui pertinho, no Assentamento Vinte de Março, criado – oficialmente – em 2009.
Bom, só hoje, 01.02, meia tonelada de alimentos foi encaminhada para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma parceria da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Três Lagoas.
É essa parceria, envolvendo as associações, a Prefeitura, e até a Suzano, que permite que esses alimentos cheguem à mesa de famílias em dificuldade (vulnerabilidade social), aqui na cidade, através do trabalho realizado pelos servidores dos Centros de Referências de Assistência Social (CRAS).
Daqui uns dias, chegam mais alimentos. Dessa vez, da Associação de Produtores do Campo (ASPROCAMPO). Do campo à mesa, se depender dessa turma, sempre vão ter legumes, frutas e verduras fresquinhas na mesa de quem mais precisa.


