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segunda-feira, 19 de janeiro, 2026

Pantanal teve a menor redução de desmatamento em todo o país, aponta Mapbiomas

O Brasil registrou uma significativa redução no desmatamento em 2024, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento (RAD) apresentados pelo MapBiomas. A análise revela que cinco dos seis biomas nacionais apresentaram declínio na perda de vegetação nativa, com destaque para o Pantanal, que teve a maior redução. A única exceção foi a Mata Atlântica, que manteve índices semelhantes aos de 2023.

A área desmatada no país somou 1.242.079 hectares ao longo de 2024, representando uma queda de 32,4% em relação ao ano anterior. O número de alertas de desmatamento também caiu, totalizando 60.983 notificações, uma redução de 26,9%.

Entre os biomas brasileiros, o Pantanal registrou uma retração de 58,6% na área desmatada, seguido pelo Pampa, com 42,1% de redução. O Cerrado aparece na terceira posição, com uma diminuição de 41,2%, seguido pela Amazônia (16,8%) e pela Caatinga (13,4%). Em contraste, a Mata Atlântica apresentou um aumento de 2% no desmatamento.

Mesmo com a queda geral, a maior parte da devastação ainda ocorre na Amazônia e no Cerrado, que juntos concentraram mais de 89% da área desmatada em 2024. De acordo com Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, eventos climáticos extremos impactaram a Mata Atlântica, impedindo uma redução mais expressiva.

A região da Amacro—abrangendo partes do Amazonas, Acre e Rondônia—manteve a tendência de queda no desmatamento, com uma redução de 13% em relação a 2023. Por outro lado, o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentrou 42% da perda de vegetação nativa, tornando-se o principal foco de desmatamento do Cerrado.

Os estados que mais desmataram foram Maranhão (17,6%), Pará (12,6%) e Tocantins (12,3%), enquanto Goiás, Paraná e Espírito Santo obtiveram reduções superiores a 60%. Já o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Acre apresentaram aumento na destruição da vegetação nativa.

O levantamento também aponta que terras indígenas tiveram uma redução de 24% na perda de vegetação nativa, com um total de 15.938 hectares devastados. Já nas Unidades de Conservação, a perda foi de 57.930 hectares, uma queda de 42,5% em comparação a 2023.

Além disso, cerca de 43% do desmatamento registrado em 2024 ocorreu com algum tipo de autorização oficial, sendo o Cerrado o bioma mais impactado por estas liberações, com 66% da supressão ocorrendo dentro da legalidade.

Desde 2019, o Brasil já perdeu quase 10 milhões de hectares de vegetação nativa, sendo a agropecuária a principal responsável pela devastação, respondendo por mais de 97% das perdas nos últimos seis anos. Apesar da queda no desmatamento registrada em 2024, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas mais rígidas e de maior transparência nos dados ambientais para garantir uma proteção eficiente da vegetação nativa.

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