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sábado, 10 de outubro, 2026

Pantanal Energética suspende liberação de macrófitas no Rio Pardo após pedido do Imasul

A Pantanal Energética informou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) que suspendeu o vertimento controlado de macrófitas acumuladas no reservatório da Usina Hidrelétrica Mimoso, em Ribas do Rio Pardo. A decisão ocorreu após uma solicitação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

A informação consta em documento encaminhado pela defesa da concessionária à 2ª Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo. Segundo a empresa, será elaborado um novo plano operacional para o manejo das plantas aquáticas. O documento, porém, não informa quando o Imasul solicitou a suspensão, nem estabelece prazo para a apresentação da nova estratégia.

O chamado vertimento controlado consistia em conduzir as plantas flutuantes acumuladas no reservatório até uma comporta da barragem, permitindo que fossem levadas pela correnteza rio abaixo. A empresa também retirava vegetação das margens e a direcionava para o fluxo do rio.

A operação passou a ser questionada após grandes concentrações de macrófitas serem registradas em municípios localizados abaixo da usina. Segundo o MPMS, a vegetação teria sido transportada por aproximadamente 240 quilômetros, chegando a regiões de Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

Na semana passada, a Promotoria de Justiça de Bataguassu ajuizou uma ação civil pública contra a Pantanal Energética. O MPMS pediu a retirada das plantas das áreas atingidas, a proibição de novos vertimentos que possam transportar a vegetação para jusante, multa diária de R$ 50 mil e indenização de pelo menos R$ 10 milhões por dano ambiental coletivo.

A empresa afirma que o procedimento havia sido apresentado ao Imasul em setembro de 2025 e autorizado pelo órgão ambiental. A concessionária também sustenta que a proliferação das macrófitas está relacionada principalmente ao lançamento de nutrientes por fontes externas.

O Imasul aponta, entretanto, que o problema pode ter múltiplas causas, incluindo efluentes industriais e domésticos, atividades rurais, poluição difusa e o próprio barramento da usina, que reduz a velocidade da água e favorece a concentração de nutrientes.

O MPMS mantém ainda outras apurações relacionadas à qualidade da água do Rio Pardo, envolvendo a operação da UHE Mimoso, os efluentes da indústria de celulose Suzano e o sistema de esgotamento sanitário de Ribas do Rio Pardo.

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