28.1 C
Três Lagoas
segunda-feira, 23 de março, 2026

Pantanal é a estrela principal em reunião da alta cúpula da COP15, em Campo Grande

Participaram os presidentes paraguaio e brasileiro, Marina Silva, o chanceler boliviano e Amy Fraenkel, da ONU

O Pantanal foi a estrela dos discursos da alta cúpula da COP15, a 15ª Conferência das Partes da CMS (Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres).

Nas falas oficiais, as autoridades enalteceram o bioma e sua importância para o equilíbrio ambiental das Américas.

Quem abriu as falas do segmento presidencial da reunião foi o presidente da COP15, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima). Ele foi o primeiro a destacar a importância do Pantanal.

“Reunimo-nos hoje (22), em Campo Grande, às portas do Pantanal, a maior planície alagável do mundo — um bioma transfronteiço de importância global, e que simboliza a essência da conectividade ecológica que essa convenção busca proteger”, definiu.

“Esse segmento reafirma a convicção de que a conservação das espécies migratórias e de seus habitats é inseparável da cooperação internacional, do desenvolvimento sustentável e do fortalecimento do multilateralismo”, completou.

á a ministra do MMA (Meio Ambiente e da Mudança do Clima), Marina Silva, destacou a importância da união.

“Ao participar deste segmento presidencial, convido vocês a tratem essa COP15 como um ponto de virada na gestão e preservação das espécies migratórias. Seus movimentos não são aleatórios, eles dependem de algo fundamental: conectividade”, afirmou.

“Essa conectividade está cada vez mais ameaçada, sobretudo pela mudança do clima e fragmentação de seus habitats. Hoje estamos reunidos no país que abriga a maior biodiversidade do planeta, em uma região profundamente conectada aos fluxos da vida. Esse diferencial se faz acompanhar de uma grande responsabilidade”, completou.

“Proteger essas espécies é proteger o equilíbrio global”, pontuou ainda a ministra, que também destacou que o governo brasileiro se desenvolve para implantar mais de 200 ações pela biodiversidade previstas até 2030.

“Não são suficientes se foram dados isoladamente, nenhum país pode proteger sozinho espécies migratórias. A boa notícia é que a cooperação internacional tem mostrado que é possível reverter”, disse.

Assim, citou que o Brasil deve manter a proteção com a Tríplice Fronteira. “Precisamos alinhar estratégias, reconhecer e proteger essas espécies e proteger o equilíbrio do poder. O Brasil tem disposição de trabalhar com todos os países, especialmente com nossos irmãos paraguaios e bolivianos”, destacou.O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Carrasco, iniciou falando que “a proteção das espécies migratórias não é apenas uma questão ambiental, mas de segurança regional e estabilidade futura. Quando falamos de conectividade ecológica, falamos da integração de sistemas que sustentam as economias, que asseguram os meios de vidas e preveem conflitos”.

“Então, deteriorar isso, afeta a biodiversidade e impacta a segurança alimentar, hídrica e a resiliência de nossos Estados”, avaliou.

“Os pantanais e as áreas úmidas têm um papel crítico, como espaço de biodiversidade e também como estruturas naturais que regulam a água e geram sistemas que dão sustento às economias locais. São nossos ativos. No entanto, esses sistemas estão sob pressão por modelos de desenvolvimento que não valorizam essa coletividade, e isso aumenta os riscos sistêmicos”, defendeu.

O ministro ainda destacou a parceria entre Brasil, Bolívia e Paraguai em políticas acerca da preservação do Pantanal.

“É um honra estar aqui com vocês em Campo Grande, a poucos quilômetros do Pantanal, uma das regiões mais extraordinárias do planeta, e onde nasce o rio que dá nome ao meu país, o Paraguai”, iniciou sua fala o presidente paraguaio, Santiago Peña.

Ele ainda pontuou que o Paraguai é ponto de convergência de três grandes sistemas naturais: o chaco, o Pantanal e as florestas atlânticas.

“Estas regiões vastas são importantes não apenas para as espécies migratórias, mas também territórios nos quais vivem nossas comunidades.”

“Por isso, o Paraguai está convencido de que proteger as espécies migratórias não é apenas uma tarefa ambiental, mas uma decisão de desenvolvimento. Dar estabilidade aos sistemas naturais é garantir a estabilidade dos nossos povos, reconhecendo o direito do ser humano a uma vida saudável e produtiva em harmonia com a natureza”, afirmou.

Com isso, foi decretada a ampliação das UCs federais (Unidades de Conservação) do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e do Cerrado, da Estação Ecológica do Taiamã, em Mato Grosso, além da criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas, em Minas Gerais.

Ao todo, mais de 174 mil hectares passam a ser protegidos.

Midiamax

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Pagamento da 1ª parcela do programa Pé-de-Meia começa nesta segunda

Os pagamentos vão até 30 de março, de acordo com a data de nascimento

VAGAS DE EMPREGO – Veja as oportunidades disponíveis na Casa do Trabalhador nesta segunda-feira (23)

Confira as vagas abertas e as áreas com oportunidades disponíveis para quem busca colocação no mercado de trabalho

Prazo para declaração do Imposto de Renda começa nesta segunda-feira

A Receita Federal espera receber um total de 647.829 em Mato Grosso do Sul