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quarta-feira, 19 de janeiro, 2022

Paciente atingida por armário na cabeça durante internação morre em hospital de Campo Grande

Família afirma que houve negligência e diz que entrará com processo contra o Hospital El Kadri

Morreu na manhã desta terça-feira (30), Maria Gomes Ferreira, de 72 anos, que ficou com o rosto desfigurado, após ser atingida por armário suspenso, que despencou sobre o leito de internação. A família registrou boletim de ocorrência contra o Hospital El Kadri, que recebeu a vítima ainda no dia 25 de outubro, pois ela precisou ser internada para tratar de uma infecção urinária.

Ana Liria Gomes, de 53 anos, filha da paciente, preferiu não dar entrevista. “Eu estou muito nervosa”. De acordo com o boletim de ocorrência registrado por ela, a idosa sofreu o acidente no dia 10 de novembro e fez exames de tomografia. Em seguida, precisou ser levada para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), onde ficou até o dia 24 deste mês.

“Imagina o medo que minha vó passou, a dor que ela sentiu quando o armário caiu”, pontua a neta Kamylla Gomes de Oliveira, de 29 anos.

A idosa precisou ser reintubada no dia 25, quando evoluiu com novo choque séptico e voltou a fazer uso de remédios antibióticos. Recebeu o suporte respiratório, mas passou a não responder mais ao tratamento. O óbito foi registrado hoje, 30 de novembro, às 09h50.

A família da vítima, que mora em Rio Verde de Mato Grosso, afirma que entrará com um processo contra o hospital. “Minha vó estava super ativa”, afirma a neta ainda incrédula com o que aconteceu.

Segundo Kamylla, quando a avó deu entrada no hospital, ela conversava e respondia a todos. “Eu que dei entrada com ela no hospital, ela estava bem”, afirma a engenheira civil.

“Uma vez, ela me disse que um dia ela iria morrer, não iria ficar pra sementinha. Mas ela é uma sementinha no meu coração de querer ser uma pessoa melhor todos os dias, e quero ser essa pessoa cheia de amor no coração como ela foi”, declara Kamylla.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e será investigado como “morte a esclarecer”.

Informações do site Campo Grande News

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