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domingo, 14 de junho, 2026

Ossos são encontrados em terreno de suspeito no caso Carmen; material vai ao IML

Fragmentos queimados recolhidos em propriedade de Marcos Yuri passam por perícia; polícia mobiliza geólogos e Marinha amplia buscas por corpo de universitária trans desaparecida desde junho

A Polícia Civil de Ilha Solteira (SP) localizou, na manhã desta sexta-feira (18), fragmentos de ossos queimados em uma fogueira no terreno de Marcos Yuri Amorim, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento e possível morte de Carmen de Oliveira Alves, estudante de Zootecnia da Unesp vista pela última vez em 12 de junho. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e aguarda análise forense para determinar se se trata de restos humanos — em caso afirmativo, será feita comparação de DNA com a mãe da vítima.

A área investigada está localizada no assentamento Estrela da Ilha, onde também ocorre mapeamento geológico por especialistas da Unesp, buscando indícios ocultos no subsolo — como a bicicleta da estudante — e com apoio da Marinha, que intensifica fiscalizações nos rios da região.

Além de Yuri, segue preso temporariamente por 30 dias o policial militar da reserva Roberto Carlos de Oliveira (o “Beto”), que, segundo o delegado Miguel Rocha, mantinha relação tanto amorosa quanto financeira com o suspeito — há indícios de que o terreno em questão teria sido comprado em sociedade, com parte dos recursos disponibilizados por Roberto.

Carmen estaria acumulado provas contra Yuri, incluindo um dossiê que mencionava crimes como furtos em usinas, conforme análise de seu notebook. A Polícia Civil suspeita que a jovem tenha sido assassinada por pressão para tornar o relacionamento público, configurando feminicídio — crime contra a dignidade da mulher — motivado por gênero.

PROXIMOS PASSOS

Os ossos seguem em análises no IML para identificação de espécie e possível confronto de DNA com familiares da vítima .

Técnicos utilizam mapeamento geofísico e drones para investigar regiões subterrâneas no terreno.

A Marinha reforça as buscas nos rios, com possibilidade de integração de mergulhadores aos esforços.

Policiais continuam o monitoramento de evidências coletadas em aparelhos eletrônicos que ligam Yuri, Roberto e o local do desaparecimento.

REPERCUSSÃO

O caso ganhou intensidade nacional por se tratar de violência contra uma mulher trans, reacendendo debates sobre violência de gênero e direitos LGBTI+. Segundo o pai de Carmen, Gerson Romualdo Alves, a busca pelo corpo é essencial para a família encontrar paz e fazer justiça.

A comunidade local e ativistas acompanham a apuração com atenção, ansiosos por respostas definitivas sobre a participação dos envolvidos e possíveis novas prisões.

Caso surjam novas pistas — como a identificação dos ossos —, a investigação pode evoluir rapidamente para fases decisivas, com desdobramentos judiciais e prisionais.

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