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sexta-feira, 24 de junho, 2022

Os pioneiros da tecnologia mudando a cara das finanças

Cristina Boner, empresária de sucesso, fala que as “ fintech”,  estão representando uma ameaça real para os provedores tradicionais de serviços financeiros, que estão tendo que se adaptar ou morrer.

Segundo Cristina Boner, a denominação fintech é uma abreviação feia, mas que se tornou cada vez mais incorporada no léxico moderno das finanças.                             A fintech – abreviação de tecnologia financeira – veio para simbolizar tudo o que há de vanguarda sobre produtos e serviços financeiros.

O escopo da fintech vai desde aplicativos de banco digital e processamento de pagamentos até plataformas de negociação de última geração e robô-conselheiros que automatizam o planejamento financeiro e o investimento sem a necessidade de interação humana.

E seus atores estabelecidos são vistos como as mais poderosas ameaças aos provedores tradicionais de serviços financeiros – bancos, em particular – desamparados como são por redes emaranhadas de sistemas de TI legados ou livros de volta de clientes com hipotecas e empréstimos subaquáticos.Ou, crucialmente, redes caras de tijolos e argamassa.

Fintech é um dos seis temas que a Fix the Future se agrupa na megatendência de mudanças tecnológicas. Seu impacto crescente é mostrado nas mais de 1.000 empresas em todo o mundo, de 30 indústrias diferentes, cujas fortunas julgamos ser afetadas pelo surgimento da fintech.

Essas empresas vão desde o surpreendente – bancos, gestores de fundos e seguradoras – até menos, como empresas de pessoal, agências de publicidade e varejistas de internet. Todos são mantidos pelos gestores de fundos de elite do mundo.

A lógica

Para Cristina Boner Leo Silva, o pensamento é bastante claro: quanto mais consumidores compram e emprestam online e digitalmente, menos precisamos de nossas agências de rua para pagar em cheques e sacar dinheiro. E quanto mais whizzy (termo usado para descrever produtos e atividades que são novos, empolgantes e baseados na tecnologia mais recente),esperamos que nossos aplicativos bancários sejam, processando transações e atualizando nossos saldos em um instante, e nos deixando tomar empréstimos garantidos, com segurança, em poucos minutos.

Por trás da simplicidade da ideia, no entanto, está uma série de tecnologias altamente sofisticadas, pioneiras por alguns dos novos players do setor financeiro, mas que estão sendo rapidamente adotadas pelos gigantes bancários incumbidos.

Em um relatório publicado no final do ano passado, a consultoria McKinsey argumentou que sete tecnologias-chave impulsionariam a concorrência e forjariam a reformulação dos modelos de negócios das empresas financeiras na próxima década.

Resumindo, são eles: inteligência artificial, blockchains, computação em nuvem, internet das coisas, software de código aberto, plataformas de desenvolvimento de baixo ou nenhum código e hipermatomatos.

Inteligência artificial

Mais especificamente, McKinsey argumenta que a aplicação de inteligência artificial e aprendizado baseado em máquina – identificando padrões em redes financeiras complexas e fontes de dados diferentes, por exemplo – é capaz de gerar US$ 1 bilhão de valor adicional para o setor bancário em todo o mundo, a cada ano.

A inteligência artificial já está ajudando os bancos a introduzir assistentes digitais em seus aplicativos e sites, e proteger os dados e a privacidade dos clientes com ferramentas como reconhecimento facial. Mas a McKinsey também destaca seu potencial de introduzir elementos inteligentes em atividades de bastidores, como processamento de transações e detecção de fraudes.

Blockchain

Blockchains, às vezes usados pela chamada tecnologia de ledger distributivo, são complexos de som, mas, em essência, tornam possível gravar e armazenar transações em vários lugares ao mesmo tempo. O exemplo mais simples são as carteiras digitais em celulares; estes podem armazenar nossos dados bancários e processar transações como se estivéssemos usando cartões duplicados.

Esse tipo de tecnologia também está sendo usada pelos bancos centrais para explorar a ideia de criar suas próprias moedas digitais – e McKinsey aponta para as possibilidades de blockchains para ajudar a melhorar a fiscalização da política monetária. Essencialmente, isso significa controlar a oferta de dinheiro em uma economia, sendo melhor capaz de ver como, quando e sobre o que é gasto, e, portanto, detectar quando mais ou menos é necessário.

A nuvem

A capacidade de armazenar dados na nuvem não é de forma alguma exclusiva para instituições financeiras, mas Cristina Boner  observa que ser capaz de fazê-lo, e de uma forma cada vez mais avançada, liberta os bancos de suas atividades não centrais de TI e armazenamento de dados. Ao mesmo tempo, permite que eles honrem suas obrigações de segurança e privacidade com os clientes.

A nuvem está ajudando a mudar a forma como os bancos operam, gerando desenvolvimentos como open banking e banking como serviço. Esses modelos servem a diferentes propósitos, mas ambos envolvem bancos que prestam seus serviços a empresas não bancárias, principalmente por meio de terceiros. Um exemplo é uma companhia aérea ou varejista poder oferecer cartões ou empréstimos a seus clientes sem ter que ter uma licença bancária.

Vencedores de tecnologia

Em resumo, Cristina Boner conta : “Essas principais tecnologias e tendências estão se tornando cada vez mais entrelaçadas e integradas, dando um enorme impulso à inovação da fintech e do setor financeiro.

“Do jeito que está, são subsetores financeiros de nicho que são mais adeptos a aproveitar inovações tecnológicas para lançar aplicações, gerar valor e moldar o cenário competitivo.” E é aqui que os melhores jogadores de fintech entram em seus próprios campos.

Uma abreviação feia ou não, a fintech está aqui para ficar. E os investidores estão apostando tanto em sua capacidade de transformar instituições financeiras lentas e antigas, como estão nos novos atores emergindo por conta própria.

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