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Ortopedista, deputado federal Mandetta é confirmado como ministro da Saúde

Com a confirmação, representantes do Estado ocuparão, pela primeira vez, dois ministérios ao mesmo tempo na administração federal.

20/11/2018 16h33
Por: Laís Eger Penha / Por Correio do Estado

O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Luiz Henrique Mandetta (DEM) será o ministro da Saúde da gestão Jair Bolsonaro (PSL), que terá início em 1º de janeiro de 2019. Com a confirmação, representantes do Estado ocuparão, pela primeira vez, dois ministérios ao mesmo tempo na administração federal.

Mandetta, que não se candidatou à reeleição em outubro, é companheiro de Câmara de Jair Bolsonaro, com quem sempre manteve boas relações. O presidente eleito afirmou, na semana passada, que o deputado federal por Mato Grosso do Sul é um de seus grandes conselheiros e ajudou, inclusive, a elaborar seu plano de governo para a área da Saúde.

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como futuro ministro da Saúde. Este é o 10ª nome anunciado para o próximo governo e o terceiro ministro do Democratas.

O nome de Mandetta foi defendido por grupos próximos a Bolsonaro, como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Ele participou na manhã desta terça-feira (20) de reunião em Brasília com Bolsonaro e deputados da bancada da saúde e com representantes da Associação das Santas Casas.

Médico ortopedista, com foco em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed.

Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Mandetta, no entanto, não se candidatou às eleições neste ano.

Durante a campanha, Mandetta deu dicas para Bolsonaro. É dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes. O nome de Mandetta, porém, divide membros de entidades médicas.

Parte do grupo considera que ele deu força em projetos de lei do programa Mais Médicos, alvo de críticas dessas associações. Outros, no entanto, dizem ver nele um aliado para demandas da categoria, como na defesa de uma carreira de estado aos profissionais.

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