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Operários e indústrias de MS precisam levar a sério as doenças ocupacionais

Geral – 11/05/2013 – 10:05

Trabalhadores e empresas do setor industrial de Mato Grosso do Sul precisam levar mais a sério e respeitar medidas preventivas às doenças ocupacionais que estão afastando um número cada vez maior de operários e operárias do mercado. O pior é que em muitos casos o afastamento é permanente, provocando prejuízos para os dois lados. A conclusão é de José Roberto Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso do Sul – FTI/MS, que sediou, nos últimos três dias, o 7º Fórum Sindical Sul, reunindo em Campo Grande caravanas de sindicalistas (presidentes de sindicatos, federações e da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias) dos Estados de MS, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Foram três dias de debates, palestras e troca de informações com a presença de autoridades em diversas áreas, que transmitiram conhecimento aos sindicalistas. Entre os palestrantes convidados, o deputado federal Zeca Dirceu (PT/PR),que falou sobre “Plano Brasil Maior”; a deputada estadual Ângela Albino (PCdoB/SC), que falou sobre a participação das mulheres e dos jovens na atividade sindical; Dr. Roberto Ruiz, médico sanitarista e do trabalho e consultor em saúde do trabalhador do Sindicato dos Químicos Unificados, “Acidente de Trabalho – Doenças ocupacionais”; Idemar Martini, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias no Estado de Santa Catarina (FETIESC), que estabeleceu uma pauta unificada, discutindo com outras autoridades, assuntos diversos, de interesse da classe sindical.

O 7º Fórum Sindical Sul contou com a presença também do presidente do Tribunal Regional do Trabalho – TRT/24ª Região, de Mato Grosso do Sul, Francisco das Chagas Lima, do procurador do trabalho, Cícero Rufino Pereira, do Ministério Público do Trabalho – MPT e dos presidentes da CNTI, José Calixto Ramos e da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, Idelmar da Mota Lima.

PREOCUPAÇÃO –José Roberto Silva, o anfitrião do fórum sindical explicou que o problema de doenças ocupacionais é muito grande não só em Mato Grosso do Sul, mas também em todo Brasil. Os números de pessoas prejudicadas por lesões por esforço repetitivo (LER) e outras doenças ocupacionais é muito grande. “O problema é que muitos empresários não adota as medidas necessárias, ergométricas, por exemplo, para evitar danos à saúde dos trabalhadores. Estes, por sua vez, nem sempre cumprem as medidas de segurança recomendadas. Daí o agravamento do problema”, afirma.

No setor de vestuário em Campo Grande, por exemplo, só no ano passado, dos 7 mil trabalhadores (mulheres são maioria nesse setor) que atuam nesse segmento, 1.800 foram afastados por problemas de doenças ocupacionais. A informação é de Alaíde Maria dos Santos, presidente do sindicato da categoria. E esse número, constatado junto às indústrias, não reflete a realidade que é muito maior, pois muitos casos não são registrados.

O procurador do trabalho em Mato Grosso do Sul, Cícero Rufino Pereira, também faz uma estimativa com números. Segundo ele, no setor de frigoríficos, de 30 a 40% dos trabalhadores “tem, tiveram ou terão” problemas de saúde devido a doenças ocupacionais (estresse, depressão…) ou LER (lesão por esforço repetitivo).

O médico sanitarista Roberto Ruiz estima que 20% dos trabalhadores no setor industrial de Mato Grosso do Sul estão doentes, devido aos mesmos problemas: falta de infraestrutura adequada para o exercício das suas atividades profissionais.

FORTALECIMENTO SINDICAL – José Roberto Sila avalia também como positivo, as experiências trocadas entre os sindicalistas de diferentes pontos do Brasil. “Isso é muito enriquecedor, pois muitos problemas que estamos atravessando aqui, eles já passaram por eles e sabem melhor como contorna-los. E isso não tem preço”, avalia.

O Forum Sindical Sul proporcionou, enfim, um fortalecimento dos sindicatos e federações de trabalhadores nas indústrias, pois discutiu políticas sindicais e estratégias para avançar, por exemplo, nas negociações salariais e nas convenções coletivas de trabalho.

Neste último dia de fórum, José Roberto recebeu a visita de Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, das CNTM e vice-presidente da Força Sindical nacional. Ele estava acompanhado de Sérgio Luiz Leite, presidente da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo e primeiro secretário da Força Sindical e de Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e Adauto Cândido de Almeida, vice da Força MS.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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