Geral – 29/08/2012 – 07:08
Homem que teve vergalhão atravessado no cérebro relembra o acidente e diz que não descarta processar a construtora
Depois de duas semanas internado no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e prestes a ter alta — hoje ou amanhã, segundo os médicos —, o operário Eduardo Leite da Silva Duarte, 24 anos, disse nesta terça-feira, em entrevista a O DIA, acreditar que “foi a mão de Deus” que o livrou da morte.
No dia 15, ele chegou ao hospital com um vergalhão de 1,2 metro de comprimento e 2 cm de espessura atravessado no cérebro, depois da queda da barra de ferro do 5º andar em obra onde trabalhava, em Botafogo.
Médicos mostram tomografias computadorizadas de Eduardo | Foto: Paulo Araújo / Agência O DiaApesar do grave ferimento, ele chegou lúcido e conversando com os médicos. “Hoje, acredito que o que aconteceu comigo realmente foi um milagre”, afirmou Eduardo, que é evangélico.
O médico que chefiou equipe que o salvou em delicada cirurgia de cinco horas, Ruy Castro Monteiro da Silva Filho, também chamou de milagre a sobrevivência sem sequelas do paciente. Nem a memória foi afetada, Eduardo se lembra de tudo.
O chefe da neurocirurgia do Miguel Couto lembrou que, por um só centímetro, a vítima não ficou cega, por três centímetros ficar tetraplégica e, por cinco, com o coração ou pulmão perfurados. “Ele está bem. A princípio, terá alta até quinta-feira”, acredita Ruy.
Ansioso para deixar o hospital, Eduardo contou que nunca havia sido internado e disse que não descarta processar a Construtora PDG, onde trabalhava. A empresa alega que Eduardo usava equipamentos de proteção individual na hora do acidente e que a obra segue os padrões de segurança.
“Mas, por enquanto, eu quero mesmo é me recuperar bem da saúde. Não vejo a hora de chegar em casa e abraçar meus dois filhos”, afirmou o rapaz. Os parentes do operário, por sua vez, contam as horas para receber Eduardo em casa, no Jardim Palmares, Nova Iguaçu, na Baixada.
“Vamos preparar o prato predileto dele: frango assado com salada e maionese”, adiantou a cunhada, Luciene Aniceto da Costa, 26, lembrando que Eduardo sempre foi pacato e caseiro. “Ele ama curtir a família”.
Fonte: Francisco Edson Alves / Odia / Paulo Araújo / Agência O Dia


