21.7 C
Três Lagoas
sexta-feira, 14 de agosto, 2026

Operação policial no Rio deixa 119 mortos; governo afirma que ação foi legítima

Autoridades defendem atuação das forças de segurança, enquanto organizações denunciam chacina em maior operação dos últimos 15 anos

A Operação Contenção, realizada na última terça-feira pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou 119 mortos, sendo 115 civis e quatro policiais. O balanço foi atualizado nesta quarta-feira pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, em entrevista coletiva.

Segundo as autoridades, o número de vítimas ainda pode aumentar. A operação — considerada a mais letal da história do estado — teve como alvo integrantes do Comando Vermelho e resultou em 113 prisões, além do apreendimento de 118 armas, sendo 91 fuzis.

“A polícia não entra atirando, entra recebendo tiro. O resultado quem escolheu não foi a polícia, foram eles”, afirmou Curi, defendendo que a ação foi “legítima e planejada”.

Críticas e denúncias

Movimentos sociais, moradores e organizações de direitos humanos classificaram a operação como “chacina” e “massacre”, denunciando o uso excessivo da força e o risco imposto à população civil.
Especialistas em segurança pública também criticaram a alta letalidade e a exposição de moradores durante o confronto, que causou pânico na cidade, com tiroteios intensos, fechamento de vias, escolas, comércios e postos de saúde.

Curi rebateu as críticas e disse que “chacina é a morte ilegal”, e que o ocorrido foi uma “ação legítima do Estado” para cumprir mandados de prisão e apreensão. Segundo ele, as pessoas mortas estão sendo tratadas oficialmente como criminosos que atentaram contra policiais.

Objetivos da operação

A Operação Contenção tinha como meta conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 emitidos pelo estado do Pará, parceiro na ação.

De acordo com Curi, a operação representou “o maior golpe sofrido pela facção”, com perdas de armas, drogas e lideranças. As autoridades estimam que as drogas apreendidas somem toneladas.

Versão da Secretaria de Segurança

O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, minimizou o número de mortos civis e afirmou que a operação deixou apenas oito vítimas — quatro inocentes feridos e quatro policiais mortos.
“As demais mortes foram de criminosos que optaram por não se render. A alta letalidade era previsível, mas não desejada”, disse.

Uso de câmeras e operação na mata

As forças de segurança informaram que as câmeras corporais foram utilizadas, mas algumas ficaram sem bateria devido à longa duração da operação. As autoridades afirmam que o confronto foi deslocado para uma área de mata, na tentativa de preservar moradores.

A ação contou com 2,5 mil policiais e é a maior realizada no Rio de Janeiro nos últimos 15 anos. Moradores da região relataram que retiraram corpos da mata e os levaram para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte da capital.

Com Informações Agência Brasil/ Reescrito por Thais Constantino

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Três Lagoas terá sexta-feira de calor intenso e umidade pode chegar a 20%

Previsão para 14 de agosto indica mínima de 19°C, máxima de 36°C e manhã com poucas nuvens, onde tempo quente e seco deve marcar o dia no município

Mulher morre após cair de motocicleta na Rodovia Marechal Rondon durante viagem para Três Lagoas

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a vítima identificada como Renilda da Silva Souza, de 52 anos, estava na garupa de uma...

Jovem escapa de tentativa de homicídio após ser atraído para encontro em Três Lagoas

Um jovem de 20 anos escapou de uma tentativa de homicídio na madrugada de quarta-feira (12), no bairro Vila Haro, em Três Lagoas. Ele...
error: Conteúdo Protegido