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quinta-feira, 14 de maio, 2026

OMS reconhece eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho no Brasil

País se torna o maior do mundo a alcançar o controle da transmissão vertical como problema de saúde pública

O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, conhecida como transmissão vertical, como problema de saúde pública. O anúncio foi antecipado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, exibido pelo CanalGov, nesta sexta-feira, dia 15, em Brasília.

De acordo com o ministro, representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids e da Organização Mundial da Saúde devem visitar o país nos próximos dias para realizar a entrega oficial da certificação ao governo brasileiro. O reconhecimento é resultado de uma avaliação técnica baseada em dados apresentados pelo Sistema Único de Saúde.

Padilha destacou que a conquista é fruto do fortalecimento das políticas públicas de saúde, especialmente da ampliação do acesso aos testes rápidos nas unidades básicas, da realização de exames durante o pré-natal e do fornecimento gratuito de medicamentos antirretrovirais às gestantes diagnosticadas com HIV. Segundo ele, essas ações garantiram o controle efetivo da transmissão do vírus durante a gestação, o parto e o período de amamentação.

O ministro relembrou que, décadas atrás, o país contava com iniciativas filantrópicas voltadas ao acolhimento de crianças que haviam nascido com HIV e perdido os pais em decorrência da Aids. Esse cenário, segundo Padilha, deixou de existir graças aos avanços do SUS e às estratégias de prevenção e tratamento adotadas ao longo dos anos.

O Brasil encaminhou à organização internacional, no mês de julho, um dossiê com dados consolidados do sistema de saúde que comprovaram a eliminação da transmissão vertical do HIV. A certificação reconhece que o país atingiu indicadores considerados seguros pela OMS para o controle da doença nessa faixa de transmissão.

Durante o programa, Alexandre Padilha também abordou outras ações do Ministério da Saúde, como a criação do Observatório Saúde de Apostas Eletrônicas. A iniciativa reúne medidas para enfrentar os riscos à saúde mental associados às apostas online, incluindo a disponibilização de uma ferramenta no aplicativo Meu SUS Digital que permite ao usuário bloquear contas em sites de apostas.

O ministro informou ainda que o ministério planeja implantar um serviço de teleatendimento psicossocial voltado a pessoas afetadas por problemas relacionados às apostas eletrônicas. Estudos da pasta indicam que muitos usuários se sentem mais à vontade para buscar apoio psicológico por meio de atendimentos online, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental.

com informações Agência Brasil

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