30.7 C
Três Lagoas
terça-feira, 24 de fevereiro, 2026

OAB/MS acompanhará apreensão, de animais recolhidos pelo CCZ

07/06/2013 – Atualizado em 07/06/2013

Comissão da OAB/MS acompanhará apreensão, diagnóstico e destino dos animais recolhidos pelo CCZ

Por: Fábio Campos

A Comissão de Defesa dos Direito dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) abriu dois processos administrativos para analisar a atuação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande no que tange à forma de apreensão, diagnóstico e destino dos animais recolhidos pelo órgão bem como verificar os procedimentos de validação de medicamentos para tratamento de animais portadores de leishmaniose perante os órgãos sanitários no Brasil.

A informação foi divulgada após uma reunião essa semana, onde participaram o presidente da Comissão, Marco Felipe Torres Castelo, a vice-presidente, Rosângela Damiani e a advogada Daniela Marques Caramalac.

Castello explica que atualmente existe uma decisão do TRF da 3ª Região em Ação Civil Pública que dá o direito de tratamento aos proprietários de animais, baseado em convenção internacional.

“A leishmaniose tem sido bastante debatida e enfrenta basicamente dois temas que se controvertem. De um lado a saúde pública e de outro o direito dos proprietários de animais de tratarem adequadamente da doença e buscarem a cura do cão. Em razão da decisão proferida pelo TRF da 3ª Região, os proprietários têm o direito de tratar seus cães”, completa o advogado.

Conforme expões o presidente da Comissão, há um grande debate técnico acerca de o cão ser um vetor ou não da leishmaniose, ou seja, se o cão portador da leishmania pode ou não transmitir a doença a humanos ou a outros animais, bem como se a eutanásia de animais é medida adequada para o controle da doença. “Para os órgãos de saúde pública os cães são vetores de transmissão, o que justifica a necessidade de entrega dos animais e de eutanásia. Contudo, existem diversos veterinários que expõem estudos que desqualificam os cães como vetores de transmissão da doença, por entenderem que nenhum país que adota a eutanásia de animais reduziu a incidência da leishmaniose”, destaca Marco Felipe Castello.

A Comissão da OAB/MS tem a intenção de acompanhar as demandas que envolvam em tese essa questão e promover um debate com os órgãos sanitários e a sociedade civil imbuída na causa de proteção aos animais. “Todas essas questões demandam ampla discussão com a sociedade, a fim de que a Ordem se manifeste acerca da legalidade ou não das condutas que até então tem sido tomadas, para que tomemos uma decisão tecnicamente adequada”, finaliza o presidente da Comissão.

Comissão de Defesa dos Direito dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil.Foto:Divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Laços que o tempo e a distância não apagam: quatro gerações visitam Mestre Armando em Campo Grande

Grupo saiu de Três Lagoas e percorreu mais de 300 quilômetros para reencontrar educador que marcou vidas por meio do Centro Juvenil

Coordenadora ressalta crescimento recorde da Telessaúde em MS

Rosângela Dobbro destacou os cerca de 85 mil tele-ECGs, além da expansão da teledermatologia e redução das filas no Estado

Feirão de Vagas mobiliza jovens em Três Lagoas nesta terça

Evento promovido por órgãos públicos busca inserir jovens no mercado de trabalho e segue até às 16h no Ginásio Poliesportivo Eduardo Milanez Três Lagoas recebe...