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O promotor argentino morto com um tiro na cabeça investigava a presidente Cristina Kirchner

20/01/2015 – Atualizado em 20/01/2015

O promotor-federal argentino Natalio Alberto Nisman, de 51 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça, na noite do último domingo (18), em Puerto Madero.

Promotor acusava Cristina Kirchner de encobrir participação do Irã em atentado

Por: Cristiane Ruiz

Atentado com carro-bomba destruiu prédio da Associação Mutual Israelita e deixou 85 mortos em 1994 em Buenos Aires

O promotor-federal argentino Natalio Alberto Nisman, de 51 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça, na noite do último domingo (18), em Puerto Madero, em seu país.

Ele era o principal condutor de uma investigação sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que em 1994 deixou 85 mortos. Na semana passada, a presidente do país, Cristina Kirchner, foi acusada de encobrir os iranianos suspeitos de planejar o ataque.

O corpo do promotor foi encontrado no banheiro de sua casa, ao lado de uma pistola calibre 22, que pertencia a Nisman.

O magistrado acusou a presidente e o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timmerman, de “decidir, negociar e organizar um plano de impunidade, e acobertar os foragidos iranianos acusados pela explosão, com o objetivo de fabricar a inocência do Irã”.

De acordo com Nisman, a manobra de Cristina Kirchner teve início dois anos antes da assinatura do Memorando de Entendimento com Teerã, em 2013, e contou a participação de outros políticos.

Nisman disse que as instruções partiram da própria presidente e que os motivos eram comerciais, como intercâmbio de petróleo e grãos.

Um documento de cerca de 300 páginas foi enviado ao juiz federal Ariel Lijo.

O magistrado tinha pedido na última quarta-feira (14) que Cristina e Timmerman fossem interrogados pelo caso, além do embargo de 200 milhões de pesos (cerca de R$ 610 mil) em bens.

O ataque

O ataque, causado por um carro-bomba à sede da Amia, no bairro Once, região central de Buenos Aires, deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos. Os responsáveis nunca foram identificados ou julgados

Promotor acusava Cristina Kirchner de encobrir participação do Irã em atentado. Foto: Divulgação

O ataque, causado por um carro-bomba à sede da Amia, no bairro Once, região central de Buenos Aires, deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos. Foto: Divulgação

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