21.7 C
Três Lagoas
quinta-feira, 5 de março, 2026

O mundo vive atualmente a maior crise humanitária desde 1945, Stephen O’Brien diretor da ONU

13/03/2017 12h03

O mundo vive atualmente a maior crise humanitária desde 1945, diz Stephen O’Brien diretor da ONU

20 milhões de pessoas vivendo no Sudão do Sul, Somália, Iêmen e o nordeste da Nigéria estão passando fome.

Por: Gil Nei Silva/UOL

Mundo vive atualmente a maior crise humanitária desde 1945, ano em que a ONU foi fundada.
O alerta da Organização das Nações Unidas foi feito na sexta-feira (10-03), voltando a enfatizar o risco de crise de fome vivida por cerca de 20 milhões de pessoas em quatro países do mundo: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e o nordeste da Nigéria.

Stephen O’Brien, diretor de operações humanitárias da instituição, disse ao Conselho de Segurança que:
“Estamos em um momento crítico da história. Já no começo do ano, enfrentamos a maior crise humanitária desde a criação das Nações Unidas”.

O’Brien, reforçou que “sem esforços globais coletivos e coordenados, as pessoas simplesmente morrerão de fome e muitos mais sofrerão e morrerão de doenças”.

Ele pediu uma injeção imediata de fundos para o Iêmen, Sudão do Sul, Somália e nordeste da Nigéria, além de acesso seguro e sem impedimentos à ajuda humanitária “para evitar uma catástrofe”.
“Para ser exato, precisamos de US$ 4,4 bilhões até julho”, afirmou O’Brien.

A situação, que já era considerada grave, se soma a uma possível crise de fome. Já em fevereiro deste ano, a ONU avisou que 20 milhões de pessoas já estão na situação crítica ou correm risco de entrar nela nos próximos seis meses.

O representante da ONU disse que é necessário uma “injeção imediata de fundos” para atender os necessitados nesses três países e o nordeste da Nigéria.

Ele alertou que perto de um milhão de crianças com menos de cinco anos de idade estarão “agudamente desnutridas” este ano se nenhuma providência for tomada:

“O que vi e ouvi durante minha visita à Somália foi angustiante. As mulheres e as crianças andam durante semanas à procura de comida e água, perderam o gado, as fontes de água secaram e não têm mais nada para sobreviver. Com tudo perdido, mulheres, meninos, meninas e homens agora se mudam para centros urbanos”.
O chefe humanitário advertiu que os indicadores atuais refletem “o quadro trágico de 2011, quando a Somália sofreu com a fome”.

“Para ser claro, podemos evitar uma fome. Estamos prontos apesar do risco e do perigo incríveis, mas precisamos desses enormes fundos agora”, completou.

No nordeste da Nigéria, uma revolta de sete anos promovida pela milícia extremista matou mais de 20 mil pessoas e tirou 2,6 milhões de suas casas.

Uma coordenadora humanitária da ONU disse no mês passado que a desnutrição nesse local é tão aguda que alguns adultos são muito fracos para andar e algumas comunidades perderam todos os seus bebês.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Padre Cláudio destaca Dia Mundial da Oração e anuncia novo espaço da Área Pastoral Santa Dulce

Durante entrevista ao Hora da Notícia, o padre falou sobre fé, comunidade e confirmou a criação do Rincão Santa Dulce dos Pobres na Vila...

Prefeito visita a Suzano e fortalece parceria em prol do desenvolvimento da cidade

A agenda teve como objetivo fortalecer a parceria entre a Administração Municipal e a empresa O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, realizou nesta...

Crime de estupro: entenda as agravantes e punições previstas em lei

Legislação brasileira amplia penas em caso de estupro coletivo No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga um estupro coletivo contra uma garota de 17 anos,...