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Novo ombudsman da CET defende multa como forma de reduzir mortalidade no trânsito de SP

Geral – 19/04/2012 – 08:04

Philip Gold vai analisar queixas sobre assuntos relacionados à segurança no trânsito

Segunda pessoa a ocupar o cargo de ombudsman da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o consultor de trânsito Philip Gold assumiu a função esta semana com atribuições mais restritas que a de seu antecessor, Luiz Célio Bottura. Gold será responsável por fazer uma ponte entre a população e a empresa somente nos assuntos relativos à segurança de trânsito. Segundo ele, as questões que envolvem congestionamentos, por exemplo, foram retiradas da pauta de análises do ombudsman da companhia.

Em entrevista concedida ao R7, Gold afirmou que sua prioridade será buscar soluções para as causas de acidentes fatais, que na maioria das vezes envolvem pedestres, ciclistas e motociclistas. De acordo com o consultor, a mortalidade em acidentes com carros diminuiu muito depois do aumento da fiscalização e da cobrança de multas mais altas. Ele nega, no entanto, que exista uma “indústria da multa” na capital paulista. 

— O sistema de multas tem basicamente o objetivo único de reduzir o número de acidentes, especialmente reduzir o número de pessoas machucadas, mutiladas e mortas no trânsito. Olhando as estatísticas nos últimos 20 anos, não dá para contestar que tem tido esse efeito. O principal dado é que o número de vítimas fatais por ano tem reduzido 50%.

Para o novo ombudsman, antes de a CET aumentar a fiscalização com radares, lombadas eletrônicas e mais agentes nas ruas, os motoristas dirigiam com velocidade excessiva. A intensificação da cobrança e o aumento dos valores das multas fez com que, na visão de Gold, as regras fossem mais respeitadas e o número de vítimas, reduzido.

Apesar de já ter determinado o foco de suas ações, Gold afirma ainda não saber exatamente que melhorias vai propor para reduzir o número de acidentes fatais na cidade. Eles diz acreditar que campanhas educativas — como o programa de proteção ao pedestre lançado pela Prefeitura de São Paulo em 2011 — são um bom caminho, mas insuficientes.

— Acho as campanhas educativas parte do caminho, mas ainda acredito que tem coisa melhor a ser feita na parte de sinalização […] A estrutura que separa ciclistas de veículos também não é muito boa. Vou me inteirar para ver como posso contribuir.

Mesmo reconhecendo problemas pontuais do trânsito em São Paulo, Gold afirma que ele está longe de ser o mais perigoso do País. Segundo o ombudsman, a relação de acidentes com o total da população é muito menor na capital paulista do que na maioria das grandes cidades do País.

— Embora o número seja grande, os riscos de sofrer acidente aqui é muito menor do que em outras cidades do Brasil, principalmente as do Nordeste. Claro que São Paulo ainda não chegou em uma situação igual a de países da Europa ocidental [como Reino Unido, França e Escandinávia], mas está se aproximando.

Fonte: R7

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