28.1 C
Três Lagoas
quinta-feira, 9 de abril, 2026

Nova cepa indiana é até 50% mais transmissível e requer cuidados dobrados

Variante do coronavírus foi confirmada no Maranhão, mas pode estar circulando em todos os estados

26/05/2021 07h43
Por: Paulo Renato

Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “preocupação global”, a variante indiana do coronavírus já pode estar circulando em Mato Grosso do Sul e em todo o país. Apesar de não haver ainda a confirmação, especialistas afirmam que é inevitável que a nova cepa (B.1.617) se espalhe rapidamente pelo país, agravando até mesmo uma 3ª onda da pandemia.

Conforme a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Margareth Dalcolmo, o país não será capaz de controlar a transmissão da cepa indiana no país. Para a médica, mesmo com as medidas de controle estabelecidas após a descoberta – controle de fronteiras e testagem em massa – a restrição de voos vindos da Índia demorou muito para acontecer.

No Brasil, o 1º estado a confirmar a variante foi o Maranhão, na quinta-feira da semana passada (20), quando um tripulante do navio MV Shandong da Zhi, que veio da Malásia para o Brasil precisou ser internado. Outros 15 dos 23 tripulantes estão contaminados também.

“Acho que é só uma questão de tempo e nós vamos descobrir a variante da Índia circulando em outros locais, é muito difícil conter”, afirmou a pesquisadora, que ressaltou a falta de fiscalização sanitária no país indiano.

Especialistas da OMS classificaram a cepa indiana como “variante de atenção em nível global”. Ainda não há estudos relatando aumento de letalidade entre os infectados da B.1.617, ou seja, ainda não é possível afirmar que a nova cepa seja mais mortal. Entretanto, cientistas britânicos concluíram que a variante é até 50% mais transmissível.

A OMS classificou apenas outras três cepas como variantes de atenção além da indiana: B.1.1.7(Reino Unido), B.1.351 (África do Sul), e P1 (de Manaus).

Vigilância

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) de Mato Grosso do Sul recebeu orientações do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) sobre o monitoramento da nova cepa. A secretaria reforçou a importância das ações de distanciamento social para prevenção ao coronavírus.

“A Secretaria de Estado de Saúde encaminhou aos municípios comunicados em relação à nova variante. Mato Grosso do Sul mantém o sequenciamento genômico das variantes do covid-19”, disse em nota.

Vacinação

Até o momento, um estudo realizado pelo governo do Reino Unido mostrou que as vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Universidade de Oxford/AstraZeneca, aplicadas no Brasil, são eficazes contra a variante B.1.617.2 originada na Índia.

Duas doses dos imunizantes ofereceram cerca de 81% de proteção contra a variante, segundo análise do Nervtag (New and Emerging Respiratory Virus Threats Advisory Group), que monitora as doenças respiratórias virais.

Apenas uma dose da vacina ofereceu proteção de 33% contra a cepa. Os dados ainda não foram publicados e analisados por outros cientistas.

A OMS afirmou que todas as vacinas aprovadas pelo órgão são eficázes contra a variante. Entretanto, vale ressaltar que tanto a Sputinik V quanto a CoronaVac não foram aprovadas pela OMS.

Dessa forma, as medidas já recomendadas devem ser seguidas à risca como o uso de máscara, distanciamento social, higienização das mãos até que a vacinação avance.

Fonte: Midiamax

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Operação em Brasilândia prende suspeito com madeira furtada escondida em matagal

Homem de 45 anos foi preso em flagrante após denúncia anônima levar policiais a cerca de 70 m³ de eucalipto de origem suspeita, avaliados em mais de R$ 10 mil

PRF apreende 20 mil maços de cigarros contrabandeados na BR 262

Carga de origem estrangeira foi encontrada em caminhão durante fiscalização em Água Clara e encaminhada à Polícia Federal em Três Lagoas

‘Dia Nacional da Biblioteca’ reforça papel cultural e social da leitura em Três Lagoas

Bibliotecária destaca que espaços vão além dos livros e atuam como centros de inclusão, conhecimento e resistência em meio ao avanço digital