Objetivo é evitar casos de abandono, como o do bebê deixado no estacionamento de uma unidade de Saúde em nesta quinta-feira (28).
29/03/2019 09h24
Redação G1-MS
Para evitar o abandono de crianças, um projeto do poder Judiciário de MS chamado “Dar a Luz”, atende e orienta mães de Campo Grande (MS) que não querem, ou não têm condições de criar o filho.
Em 2018, 20 mulheres buscaram ajuda. Este ano foram quatro. Elas passam pelo atendimento com assistentes sociais, psicólogos e pedagogos do núcleo de adoção da vara da infância. Segundo a assistente social núcleo de adoções, Ioara de Moura, todo o processo é acompanhado.
“Ao longo de todo esse trabalho, a mulher se sente apta para tomar uma decisão em que ela tenha plenas condições de entender o desdobramento dessa decisão, aí sim, ela vem inclusive para uma audiência. Nessa audiência ela atesta esse desejo que tem em entregar o filho para adoção e aí de fato, esse desejo é respeitado”.
Quem abandona uma criança comete crime e a pena pode chegar a três anos de prisão. Já quem entrega essa criança para adoção, por meios legais, não está sujeito a punição. Nesta quinta-feira (28), uma criança foi encontrada enrolada em um coberto no estacionamento de uma unidade de saúde, na capital.
O bebê foi encontrado ma madrugada desta quinta-feira (28) por um técnico de enfermagem e recebeu os primeiros atendimentos já na unidade. A polícia civil foi acionada e fios de cabelo que estavam na coberta foram recolhidos para perícia.
No caso do bebê encontrado nesta quinta, um processo será aberto na Justiça para decidir o destino da criança. O menino pode ser encaminhado para adoção.
Redação G1-MS



