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No enfrentamento à violência contra a mulher, Polícia Civil lança projeto

04/04/2017 14h11

Por: Assessoria de Imprensa

No último dia do mês de Março representando a Polícia Civil, o delegado geral Marcelo Vargas, juntamente com a subsecretária de Política Públicas para Mulheres do Estado de Mato Grosso do Sul, Luciana Azambuja, o subsecretário de Políticas Públicas para a Juventude Diego Mariano da Silva Souza, assinaram o termo de cooperação mútua, onde será viabilizado o projeto de prevenção da violência doméstica contra mulheres de 12 a 24 anos. O termo foi assinado ainda no mês passado, justamente por tratar-se do período em que as ações de combate à violência contra a mulher se intensificam.

Como objetivo geral, o projeto vai trabalhar a questão da violência doméstica, com meninos e meninas, adolescentes e jovens mulheres e homens, através de uma campanha educativa, palestras nas escolas e ações pontuais, visando melhorar e ampliar as relações sociais de gênero, violência doméstica e masculinidade.

Conforme estatísticas policiais, no período de 01/01/2016 a 01/08 do mesmo ano foram registradas 4.214 ocorrências de violência doméstica contra mulher, só na cidade de Campo Grande. Deste número 189 ocorrências correspondem a infrações cometidas contra jovens do sexo feminino com idade entre 12 e 17 anos; e 886 ocorrências foram cometidas contra mulheres na faixa etária de 18 a 24 anos.

Se for computado os números de todo o Estado, chegamos ao impressionante resultado de 10.728 ocorrências de violência contra mulher registradas. Destas, 668 são contra vítimas na faixa etária dos 12 aos 17 anos e 2.517 ocorrências contra mulheres entre 18 e 24 anos.

Conforme dados do IBGE existem 405.464 mulheres residentes em Mato Grosso Sul enquanto os homens somam 381.333. Embora os números mostrem que as mulheres estão em maior quantidades ainda existe o grande problema da violência de gênero sofrida por estas, além de discriminações sociais.

É importante perceber que, ainda hoje existem dificuldades em reconhecer a equivalência das condições de equidade e isonomia entre o homem e a mulher. Por vezes, vemos a incapacidade da sociedade para admitir a fragilidade da segurança que a mulher encontra em todos os contextos sociais. Existe dificuldade para acreditar que a cultura do machismo banaliza violências mínimas (como o “psiu” na rua), violências intermediárias (como resistir ao fim de um namoro) e violências máximas (estupro, sequestro, assassinato) todos os dias contra mulheres das mais diversas faixas etárias.

Iniciar a conscientização de crianças e adolescentes – fase em que meninos e meninas começam a questionar conflitos e fazer descobertas sobre a vida – é de extrema importância para mudança da mentalidade de toda a sociedade e visa incitar o respeito incondicional entre ambos para que tenhamos no futuro uma sociedade melhor.

Participaram da reunião o delegado geral adjunto Adriano Garcia Geraldo; o diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC), delegado Pedro Espíndola Camargo, o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Edilson dos Santos Silva, o diretor do Departamento de Recursos de Apoio Policial (DRAP), delegado Fabiano Ruiz Gastaldi e o diretor de Polícia Especializada (DPE), delegado Ivan Barreira.

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