25/10/2014 – Atualizado em 25/10/2014
A cidade de Iguala, no México, conhecida mundialmente após mais de 40 jovens desaparecerem no mês de setembro
Por: Victor Campos
A cidade de Iguala, no México, vem sido atormentada pelo desaparecimento de vários jovens no mês de setembro.
Os estudantes foram dados como desaparecidos depois que a polícia local, acusada de envolvimento com gangues de drogas nacionais e internacionais, matou 6 pessoas em 26 de setembro, os investigadores e os promotores públicos, acreditam que, depois de que a polícia sequestrou os jovens, entregaram para a gangue de criminosos.
Os moradores decidiram descobrir oque tinha por trás do ocorrido, pegaram suas camionetes e foram investigar, achando uma série de covas clandestinas, com pessoas desconhecidas enterradas ali.
— Ei, ei, é uma coluna — afirmou um dos homens, integrantes de uma patrulha policial de cidadãos, desenterrando o que parecia ser uma espinha dorsal. Logo surgiram outros fragmentos: uma costela, uma rótula. Cinco covas coletivas já foram descobertas na busca. Outra meia dúzia de locais de enterro clandestinos como estes, estão passando por exames para determinar as origens dos restos mortais encontrados. Mesmo com centenas de soldados, agentes federais, estaduais e moradores investigando, a busca ainda não confirmou o que aconteceu aos jovens desaparecidos.
Parentes dos estudantes, que pretendiam ser professores e planejavam protestar contra os cortes na faculdade, sofrem com a descoberta de uma nova cova coletiva. Muitos familiares desistiram das buscas por conta própria, convencidos de que uma máfia de criminosos e políticos sabe onde eles estão, mas se mantém calada. Muitos ainda acreditam que os estudantes estão vivos, juntando-se à aflita fraternidade de parentes dos milhares de pessoas ainda desaparecidas em função da guerra das drogas no México. Tais casos raramente são solucionados.
O prefeito da cidade foi acusado de ter participado no caso e foi preso.



