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Nelsinho e Mandetta terão pedido de sequestro de bens para repor rombo do escândalo Gisa

04/12/2014 – Atualizado em 04/12/2014

Por: Midiamax

O Ministério Público deve ser acionado com o pedido de sequestro de bens dos principais envolvidos no escândalo do Gisa: o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), e o primo dele, ex-secretário de saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM). A sugestão será apresentada pela vereadora Luiza Ribeiro (PPS), segundo ela adiantou nesta quarta-feira (3).

Segundo relatório da CGU (Controladoria-Geral da União), o contrato para compra do Gisa, sistema que deveria permitir a marcação de consultas médicas pelo telefone, tem ‘erros insanáveis’. O prejuízo poderia chegar a R$ 6,8 milhões e os dois gestores, Nelsinho e Mandetta, eram responsáveis pelos recursos da saúde pública em Campo Grande.

Pacientes e servidores, além do ex-prefeito cassado, Alcides Bernal, denunciam o sistema que nunca funcionou efetivamente. A empresa Telemídia, responsável pelo serviço, por sua vez, diz que entregou pelo que recebeu e que o funcionamento seria prejudicado por problemas do poder público e que teria saldos a receber.

A vereadora do PPS confirmou que vai acionar o MPE (Ministério Público Estadual) com a sugestão do sequestro dos bens para garantir o ressarcimento aos cofres públicos do prejuízo milionário. Ela anunciou que deve encaminhar o requerimento na sexta-feira (5).

A auditoria da CGU foi solicitada pelo MPF (Ministério Público Federal), onde o relatório final já está em fase de análise para o ajuizamento de ação.

Sesau

Já na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) a informação oficial é de que os documentos referentes ao Gisa, incluindo o contrato firmado para implantação do sistema, estão em análise pela Procuradoria Jurídica do Município.

Na manhã desta quarta-feira (3), o prefeito Gilmar Olarte jogou para cima do atual secretário municipal a responsabilidade sobre a decisão do que será feito com o contrato do Gisa. Ele afirmou que a Sesau tem autonomia para decidir o futuro da negociação milionária.

O secretário, Jamal Salem (PR), por sua vez, disse que vai aguardar o parecer jurídico para resolver o que fazer.

O caso

A auditoria feita pela CGU constatou que o convênio feito pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, na gestão de Nelsinho Trad, no total de R$ 8.893.000,00, causou prejuízo de R$ 6.861.705,73 aos cofres públicos, tendo em vista os pagamentos indevidos à contratada por serviços não executados.

A auditoria refere-se ao convênio visando a “modernização da gestão para implementação de ações de regulação”, adotando o sistema “Gisa”. Segundo auditoria da CGU, este prejuízo pode chegar à totalidade, R$ 8,8 milhões, em virtude do risco de paralisação do sistema implantado para gestão dos serviços municipais de saúde.

Rastros deixados em viagens internacionais implicam o ex-secretário Luiz Henrique Mandetta em improbidade administrativa e tráfico de influência. As passagens foram pagas por empresas ligadas ao escândalo do Gisa. (Colaborou Yarima Mecchi)

Créditos: Midiamax

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