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Nas mãos de detentos da Máxima, restos de madeira viram brinquedos pedagógicos para escolas públicas

01/08/2015 – Atualizado em 01/08/2015

Por: Assessoria de Comunicação AGEPEN

Campo Grande (MS) – Sobras de madeira que iriam para o lixo se transformam em jogos, carrinhos e demais brinquedos que ajudam a reforçar o ensino em escolas públicas de Campo Grande.

Assim é um projeto realizado no Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho”, o Segurança Máxima da Capital, no qual internos ocupam parte do seu tempo para a confecção dessas peças, ajudando a incentivar o estudo nas séries iniciais e a despertar a atenção e os sentidos das crianças.

Desenvolvido pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da direção do presídio e equipe de servidores, o projeto “Educação Lúdica com Brinquedos Pedagógicos” foi idealizado pelo agente penitenciário Vinícius Saraiva de Oliveira e acontece há cerca de três meses na Máxima.

O agente penitenciário assegura que a iniciativa tem sido muito gratificante para os custodiados e para os servidores do presídio. “Quando vamos até a escola entregar os brinquedos e vemos a alegria dos alunos é muito bom, contamos essa experiência aos internos e percebemos que eles também ficam felizes por estarem ajudando”, conta.

Seis reeducandos trabalham na produção e recebem remição de um dia na pena para cada três trabalhados, direito conseguido também graças à confecção de artesanatos em geral. Diego Augusto da Silva dos Santos, 23 anos, é um deles e garante que esse é um “trabalho interessante”. “Faz eu recordar da minha família, tenho um filho e, sabendo que as crianças estão felizes, me sinto contente também, penso que poderia ser ele a receber esses brinquedos. Quero estudar aqui para quando sair em liberdade poder fazer algo diferente e mudar de vida, sem contar que essas atividades me ajudam a remir pena”, afirma.

De acordo com o servidor penitenciário que coordena o projeto, Edson Sobrinho, cerca de 70 peças já foram entregues. Sobrinho destaca que a produção ainda é limitada por falta de recursos materiais. “Temos a madeira, mas precisamos também de cola e tinta, principalmente, e todos os custos são por conta aqui do presídio, precisamos de parceria para ampliarmos as ações”, pontua.

Ele explica que, para receber os brinquedos, é preciso que a escola apresente um projeto justificando a necessidade e a quantidade que carece. “Nosso foco são as escolas da periferia, àquelas que mais precisam realmente”, informa o coordenador.

A Escola Municipal Prof.ª Leire Pimentel de Carvalho Correa, no Jardim Colibri, foi recentemente beneficiada com o projeto. Conforme a diretora, Rossicler Souza Neves Magalhães, os brinquedos estão sendo destinados a atender, aproximadamente, 260 crianças da pré-escola e dos primeiros anos, na faixa etária de 3 a 6 anos.

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