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domingo, 22 de março, 2026

Na retomada do Conselho de Ética, Pollon denuncia casos de tortura e negligência contra os presos do 8 de janeiro

Durante a retomada do julgamento na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), voltou a denunciar abusos dos direitos humanos contra os presos políticos do 8 de janeiro, incluindo casos de violência, humilhação e negligência.

Usando camiseta escrito “Anistia Já”, o deputado Marcos Pollon conduziu oitivas com as testemunhas que deram depoimento durante a licença médica do parlamentar em dezembro do ano passado.

Pollon ouviu a advogada da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, Carolina Barreto Siebra, que contou das condições desumanas que os presos políticos do 8 de janeiro passaram na cadeia.

O deputado relatou que uma das mulheres detidas ficou menstruada sem ter acesso a absorventes, foi agredida por uma carcereira e, em meio ao sofrimento, ouviu que era para chamar o “mito”. “Uma mulher com idade para ser a minha irmã, dizendo que quando chegou o ciclo dela, não teve acesso a absorvente, ficou suja por mais de uma semana, foi espancada pela carcereira e quando ela estava chorando, com frio, molhada, deitada no chão, a carcereira foi até onde ela estava e falou: chama o mito para te salvar”, relatou.

O parlamentar também contou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que ficou presa durante um ano por ter recebido R$ 500 de uma vaquinha para comprar marmitas para os manifestantes que estavam acampados. “Ela nem participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi presa só pq ajudou as pessoas se alimentarem. Ela não consegue emprego e não tem condições para comprar os medicamentos que precisa para sua saúde”, disse.

O deputado Sargento Gonçalves também testemunhou e reforçou que o julgamento dos três parlamentares têm caráter persecutório, uma vez que os parlamentares não cometeram nenhuma irregularidade e participaram de forma pacífica do protesto em prol da anistia dos presos políticos de 8 de janeiro, juntamente com setenta deputados da oposição.

As testemunhas afirmaram que não houve resistência na desobstrução da mesa e que os deputados deixaram as cadeiras da mesa diretora no momento em que foi solicitado, não atrapalhando o início da sessão.

Marcos Pollon também destacou que sofreu ataques preconceituosos e capacitistas da imprensa, que utilizou de maneira leviana seu diagnóstico Transtorno do Espectro Autista, distorcendo um vídeo que o parlamentar gravou para defender o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

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