Geral – 15/05/2013 – 18:05
Sem alternativa e desesperada, a aposentada Terezinha da Silva Queiroz pediu ajuda à Rádio Caçula, na esperança de comover o Poder Público que possa ajudá-la a não ser despejada da casa e terreno onde reside há 1 ano no Cinturão Verde em Três Lagoas.
Segundo relata a aposentada, ela residia em Guarulhos (SP), há 680km do município, quando decidiu juntamente com os filhos, buscar oportunidade de emprego em Três Lagoas.
“Chegamos a passar 3 dias morando na rodoviária porque não tínhamos pra onde ir. Quando fomos abordados por um senhor que nos ofereceu um terreno no Cinturão por 15 mil reais. Nós negociamos, por isso eu dei 13 mil reais mais 20 parcelas de 100,00 reais. Gastamos tudo o que tínhamos para termos um lugar pra viver”, contou Terezinha.
O homem citado, segundo a aposentada, afirmou que a documentação estava regularizada e, portanto, ela não precisaria procurar a prefeitura para averiguar nada referente ao terreno.
“Quando terminamos de construir nossa casinha fomos a prefeitura verificar a documentação e não estávamos autorizados a construir nada no terreno, nem muito menos comprá-lo. Fomos enganados e agora o proprietário se adiantou e já pediu o terreno de volta. Temos mais sete dias para sairmos de lá, de acordo com a ordem de despejo, estamos desesperados porque somos em 10 pessoas e não temos pra onde ir, tenho meus netos e minha nora grávida e eu não sei o que fazer”, disse Terezinha.
Ainda de acordo com ela, o ex-proprietário do terreno chegou a oferecer 800,00 reais e a quitação das 20 parcelas no intuito dela não entrar na justiça contra ele. No entanto, como não teve sucesso, acabou entrando na justiça para despejá-la.
Orientada pela assessoria de imprensa, a equipe de reportagem da Rádio Caçula entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Três Lagoas, onde o secretário Milton Gomes Silveira, se comprometeu em ouvir o problema da aposentada e orientá-la, embora o fato já esteja na instância judicial.
“O problema é que a lei não permite mais que nenhum morador que resida no Cinturão Verde esteja sem os pré requisitos básicos para viver lá. No caso desta senhora ela foi enganada e agiram de má fé, oferecendo um terreno sem documentação. As famílias que residem lá atualmente, também precisam produzir para continuar morando no Cinturão, caso contrário já estão irregulares”, explicou o secretário.
Fonte: Da Redação


