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sexta-feira, 6 de março, 2026

Mulher furta até ventilador de universidade em Aquidauana para pagar cirurgias plástica

Uma jovem de 24 anos é acusada de furtar e vender móveis, câmeras de segurança, computadores e até ventilador do polo da Universidade Estácio, em Aquidauana (MS). Antes de confessar os furtos, a mulher apresentou 4 versões à policia sobre a venda da mobília e dos equipamentos da empresa.

Conforme o boletim de ocorrência, um aluno foi até a universidade para pedir uma assinatura referente a curso online, quando percebeu que não havia móveis e que o local estava trancado. Ele filmou a situação e entrou em contato com a central que fica em Mato Grosso.

A representante do polo geral da Estácio, Michelle Neres, está na cidade acompanhando o caso. Ela contou que o aluno reclamou da “humilhação” por não conseguir o documento e acabou revelando o sumiço do patrimônio. “Ficamos assustados, porque não sabíamos de nada. Ele filmou todo o polo e nos mandou. Não tinha nada [de móveis]”, contou.

Conforme o boletim de ocorrência, testemunhas contaram que a mulher comercializava os objetos, relatando que eram de sua propriedade e que a venda era porque estava de mudança da cidade.

Entre os móveis, foram 4 computadores completos com monitores, teclados, mouses e CPUs, um telefone sem fio, três mesas, um bebedouro, um ventilador de parede, um balcão, uma impressora, duas câmeras de segurança, duas cortinas e um banner.

Em diligências, o SIG (Seção de Investigações Gerais) localizou a suspeita. Em entrevista, ela contou que prestava serviço ao polo, porém o serviço era informal, sem vínculo empregatício, pois tem um filho beneficiário de aposentadoria, por esse motivo, foi dispensada. Em seguida, passou por uma cirurgia estética de abdominoplastia e prótese mamária de aproximadamente R$ 30 mil e, por isso, não retornou mais a empresa, ficando com a chave do local. Tempos depois, foi chamada novamente para prestar serviços na universidade.

Sobre a venda dos móveis, Carla apresentou diversas versões, primeiro disse que não tinha conhecimento da venda, pois ficou afastada por conta da cirurgia e afirmou ainda que o polo ia mudar de endereço e, provavelmente, a mobília teria sido levada pra lá.

Ela foi intimada a aparecer na delegacia 4 dias depois para formalizar as declarações, data em que mudou a versão e contou que foi orientada pela coordenadora, com quem tem contato apenas por telefone, a vender os móveis e o dinheiro teria sido repassado à empresa.

Quando foi informada pela equipe policial de que as pessoas para as quais ela vendeu os móveis seriam intimadas, apresentou mais uma versão, dessa vez dizendo que vendeu os móveis com consentimento da coordenadora e o dinheiro seria arrecadado para seu acerto do tempo de trabalho que ficou na empresa.

Questionada sobre a incoerência nos relatos, a mulher acabou confessando. Disse que vendeu os objetos e usou o dinheiro para pagar despesas pessoais e de um dos filhos que possui problemas de saúde, alegando que foi motivada por emergência financeira.

As pessoas que compraram os móveis estão sendo intimadas a depor.

Segundo a representante do polo central da universidade, Carla foi contratada como secretária em janeiro, mas em agosto, pediu as contas. “Logo em seguida, chamamos ela para prestar serviço até encontrar outra secretária. Aparentemente, quando ela pediu a conta em agosto, ela já tinha vendido os móveis”, contou.

As ligações e mensagens feitas para Carla não foram aceitas. Ela foi ouvida, liberada e responde por furto qualificado com abuso de confiança ou mediante fraude.

Dos objetos vendidos, um computador, cortina, bebedouro, duas mesas, uma cadeira, impressora, ventilador, câmera de segurança foram recuperados.

Informações do site Campo Grande News

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