Obra vai garantir fornecimento de gás à mega fábrica de celulose da Arauco.
A Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul homologou o resultado da licitação para a construção do gasoduto do Projeto Sucuriú, considerado estratégico para o avanço industrial do Estado. A obra vai interligar o gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), em Três Lagoas, até a planta da Arauco, em Inocência.
A empresa vencedora do certame é a Geometral Construções Ltda., com proposta de R$ 91.373.410,40. O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (20), após o encerramento do prazo de recursos.
O projeto prevê a construção de um gasoduto em aço carbono, com diâmetro de 8 polegadas e aproximadamente 125 quilômetros de extensão. A estrutura será responsável por garantir o fornecimento de gás natural ao complexo industrial da Arauco, que está em construção às margens do Rio Sucuriú e é apontado como um dos maiores empreendimentos do setor de celulose no país.
Integrante do chamado “Vale da Celulose”, o gasoduto terá capacidade inicial de transporte de até 130 mil metros cúbicos de gás por dia, podendo ser ampliada gradualmente conforme a demanda da indústria. Durante a fase de implantação da fábrica, o volume poderá chegar a 280 mil metros cúbicos diários, com previsão de estabilização em cerca de 50 mil metros cúbicos por dia após o início da operação.
Apesar do contrato homologado ter valor de R$ 91,3 milhões, o investimento total no projeto é estimado entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões, incluindo aquisição de materiais e demais estruturas complementares. A expectativa do governo estadual é de que as obras tenham início nos próximos meses, com conclusão prevista até 2027, acompanhando o cronograma da unidade industrial.
Atualmente, o canteiro de obras da fábrica já reúne cerca de 9,2 mil trabalhadores, número superior à população do município de Inocência antes do início do projeto. No pico das obras, a estimativa é de até 14 mil trabalhadores atuando simultaneamente.
Com a conclusão da planta, devem ser gerados cerca de 800 empregos diretos e aproximadamente 6 mil indiretos, além de impulsionar a cadeia produtiva do eucalipto na região. A fábrica terá capacidade de produção de até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, consolidando Mato Grosso do Sul como o maior produtor nacional do setor.


