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MS terá mais 110 vagas em cursos federais de medicina

Geral – 08/06/2012 – 17:06

O Ministério da Educação publicou uma portaria que cria 1.615 novas vagas em cursos superiores de medicina de universidades federais, a publicação está no “Diário Oficial de União”, desta sexta-feira (8). Em Mato Grosso do Sul serão 110 novas vagas distribuídas nos campus de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.

As instituições federais oferecem hoje, 735 vagas em cursos de medicina e um maior número de vagas faz parte dos planos do MEC em ampliar as vagas em cursos de medicina até 2013, sendo 1.615 vagas em universidades públicas e 800 em faculdades particulares.

As vagas são para universidades em regiões que o ministério entende precisar de mais médicos, principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Em Mato Grosso do Sul, serão 20 novas vagas no curso de medicina no campus da UFMS de Campo Grande, 60 serão para o campus de Três Lagoas e 30 para Dourados (UFDG).

As novas vagas representam uma ampliação de cerca de 15% do total de vagas oferecidas no país. O ministro Aloizio Mercadante disse na última terça-feira (5) que a expansão seria em instituições “de excelência” e que comprovaram que, para cada novo aluno previsto, havia cinco leitos disponíveis na rede pública. “O Brasil não precisa apenas de mais médicos, mas de mais médicos com qualidade”, afirmou Mercadante.

O ministro afirmou também que a expansão prioriza regiões com carência de profissionais e é feita de acordo com a infraestrutura das instituições. “Há ainda este segundo problema: má distribuição de médicos. A vaga no curso de medicina não significa necessariamente a fixação dos médicos”, afirmou.

CFM condena decisão do Governo de abrir mais vagas em cursos de Medicina

O Conselho Federal de Medicina (CFM), em nota, criticou o governo pelo anuncio de abertura de 2.415 novas vagas para o curso de medicina. Segundo a entidade, a abertura indiscriminada não soluciona de frente os reais problemas para a fixação de médicos em áreas de difícil provimento no interior e nas periferias dos grandes centros.

De acordo ainda com a nota, a entidade afirma que a decisão desconsidera a qualidade da formação dos novos profissionais, expondo a população a uma situação de risco.

A nota também ressalta que no Brasil há médicos em número suficiente para atender a demanda. Contudo, essa população está mal distribuída e concentrada nas áreas mais desenvolvidas, onde os indicadores são próximos dos de países europeus.

“No entanto, em todos os estados há relatos de falta de profissionais na rede pública, o que decorre, essencialmente, da falta de estímulos para a fixação dos profissionais nas áreas remotas do interior e nas periferias dos grandes centros urbanos. Ou seja, se a questão fosse apenas numérica, em alguns estados não existiriam reclamações, como a imprensa apresenta cotidianamente”, aponta o CFM.

Fonte: Capital News / Rádio Caçula/Arquivo

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