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domingo, 17 de maio, 2026

MS perde 49 mil hectares de milho por problemas climáticos

Apesar de perdas com geadas e ventos, colheita da segunda safra deve bater recorde em produtividade

Clima adverso derrubou 49 mil hectares de milho da 2ª safra em Mato Grosso do Sul entre junho e agosto de 2025. O boletim da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), divulgado nesta quinta-feira (18), aponta que geadas, ventanias e seca causaram perdas de até 40% da produção em áreas atingidas.

Apesar dos danos, a previsão indica colheita recorde de 14,2 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 112,7 sacas por hectare.

Geadas registradas em junho atingiram 35 mil hectares, principalmente nas regiões central e sul do Estado, e comprometeram de 10% a 30% da colheita local. No fim de julho, ventos fortes provocaram o tombamento de 14 mil hectares, com prejuízos que chegaram a 40% da produção. Em agosto, a situação se agravou com chuvas abaixo da média em 43 dos 55 pontos de monitoramento, enquanto apenas 12 registraram volume superior ao histórico.

Mesmo com as perdas, o levantamento mostra que 98,5% da área cultivada já havia sido colhida até 12 de setembro. A colheita avançou mais rápido nas regiões norte e centro, onde o índice ultrapassou 99%. Técnicos atribuem a recuperação ao bom volume de chuvas em abril, que beneficiou lavouras em fase de desenvolvimento e garantiu o resultado recorde mesmo com os danos posteriores.

O boletim também aponta mudanças estruturais no perfil da safrinha. Hoje o milho ocupa 46% da área da soja, proporção bem menor que os 75% registrados em anos anteriores. O recuo está ligado ao custo elevado de produção e aos riscos climáticos, que levam produtores a diversificar a segunda safra com outras culturas. Essa mudança reforça a vulnerabilidade da atividade diante de eventos climáticos extremos.

Para os próximos meses, a previsão climática indica chuvas irregulares e temperaturas acima da média em Mato Grosso do Sul. Há ainda 71% de probabilidade de ocorrência de La Niña no trimestre de outubro a dezembro, o que pode acentuar a instabilidade.

Fonte: Campo Grande News

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