Projetos incluem novos presídios, reformas e melhorias na infraestrutura penitenciária em diferentes regiões do Estado
O Governo de Mato Grosso do Sul discute a ampliação da infraestrutura do sistema prisional estadual com uma série de obras e investimentos que ultrapassam R$ 100 milhões. O tema foi debatido em uma reunião técnica entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), realizada na semana passada.
O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para acelerar projetos e garantir maior eficiência na execução das obras voltadas à ampliação de vagas e à modernização das unidades prisionais do Estado.
Participaram da reunião o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o gerente de Projetos e Orçamentos Civis da Agesul, Adanilto Faustino de Souza Junior, além de técnicos e gestores das duas instituições responsáveis pelo planejamento e execução das intervenções.
Durante o encontro, representantes da Agesul destacaram que os projetos ligados ao sistema penitenciário estão entre as prioridades do governo estadual, especialmente diante da necessidade de ampliar a capacidade das unidades e melhorar as condições estruturais do sistema.
Entre as principais obras já licitadas está a construção de três novos presídios masculinos de regime fechado no Complexo Prisional da Gameleira, em Campo Grande. As unidades devem receber investimentos superiores a R$ 66 milhões, com recursos provenientes do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Além das obras já contratadas, outros projetos ainda devem ser licitados ao longo deste ano, somando cerca de R$ 41 milhões em novos investimentos. Entre as iniciativas previstas está a ampliação do Presídio de Trânsito de Campo Grande (PTRAN), que deverá ganhar mais 136 vagas.
Também está programada a construção de uma Unidade Prisional de Baixa Complexidade no município de Ponta Porã, além de intervenções em unidades já existentes no Estado.
Na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), por exemplo, está prevista a reforma completa do chamado Raio 2. Entre as prioridades discutidas na reunião está a adequação do acesso ao presídio para atender às exigências de segurança e às normas de prevenção e combate a incêndios.
Outras melhorias previstas incluem reformas no sistema elétrico do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) e do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), ambos na capital. Também foi discutida a regularização do sistema de prevenção e combate a incêndio do Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi.
Segundo os gestores envolvidos no projeto, o alinhamento entre Agepen e Agesul é essencial para garantir agilidade na execução das obras e no uso dos recursos públicos destinados ao sistema penitenciário.
A expectativa é que o conjunto de investimentos contribua para ampliar o número de vagas nas unidades prisionais, reforçar a segurança e melhorar as condições de trabalho dos policiais penais em Mato Grosso do Sul.


